Morreste-me.
Mesmo quando tudo era tão certo e tão nosso. Mesmo depois de tantas declarações tatuadas no lado bom do coração. Morreste-me.
Morreste, fugindo por entre gentes que te acenavam com promessas, sorrisos e vidas fáceis, deixaste-me sozinho nesta casa velha e fria, outrora o resguardo de dois viajantes vagabundos e escritores enamorados pelo olhar, abandonaste o lado bom do coração e foste sem parar nem olhar para trás. As folias atraíram-te de tal forma que todo o nosso tudo virou menos que nada. A casa está monstruosamente fria e escura. As paredes parecem maiores e o “nada” prevalece como pintura rude para que sinta ainda mais os dias sem ti. Agora acordo e não estás, os sorrisos que cobriam a casa foram no teu colo, e os dias passados na cama ainda de pijama a rir de tudo, simplesmente porque sim, fugiram por entre as frinchas das janelas na esperança que voltes.
A posição milimétrica com que punhas as coisas cá por casa mantém-se, não consigo mudar nada, nem sei por falta de que. Não sei se por raiva, se por saudade ou falta de vontade. Sei sim que o tempo não quer passar e está prali arrogante, fazendo soar bem alto cada hora.
E vou vivendo… nesta casa, que me inunda com o teu cheiro quando já nada é algo.
O Manuel e a Sofia têm passado por cá, lá me vão deixando mais leve. Ou tentando pelo menos.
Os dias continuo a senti-los passar, sentado no soalho sujo do tempo, junto ao quarto com o olhar perdido no nada, de barba e sentimentos cansados e ressequidos.
Não só te tiraste de mim como me deixaste sem mim.
AHHHHHHHHRRRR como me odeio assim. Amanhã não há-de ser assim, amanhã hei-de vociferar e rugir os lamentos pra bem longe. Amanhã.
Terça-feira, Junho 30, 2009
Sexta-feira, Maio 22, 2009
Tudo Tanto e Nada.
Tudo. Poderia prometer-te tudo. Mundos e aventuras ao sabor das vontades, dos desejos e das paixões, poderia prometer tudo o que mereces e mais ainda, poderia prometer-te sorrisos infinitos e as tristezas longe de nós, poderia tentar parecer tudo e ser mais ainda, ser tudo o que queres que seja, para que nada falte nos teus anseios, mas não…
Não sou perfeito nem tão pouco ancestral, sou de carne, sangue e lágrimas, até por vezes chato. Rio e choro, rio mais que choro é verdade, mas ainda assim também peco. Sou feito do vento e das gentes, vagabundo de letras e amores, os vultos acompanham-me roçando as paredes da cidade pela calada da noite.
E eu, “persona che ama con un migliaio di” concentrado de algumas reservas, medos e ambições não te prometo o mundo pois na realidade não lhe consigo pegar. Ainda que gostasse de o pôr naquela mesinha pequenina que tens ao lado da cama, para que o pudesses sentir nesse teu capricho de menina. Se quiseres, dou-te sim um pouco do meu (ainda que ordinário) mundo, dou-te sorrisos e choros, dou te verdades e aqueles abraços que unem muito mais que o peito. Dou-te um pouco de mim e dos meus (que me são tanto), dou te a realidade, aquela em que acordamos despenteados e por vezes mal dispostos mas ainda assim com o olhar e o peito repletos de orgulho de acordar juntos. Se queres não digas nada, enamora-me com esses grandes olhos “côr-de-tudo” como se não houvesse amanhã, como se pudéssemos parar o tempo e o espaço à nossa volta fosse nada. Nada.
Não sou perfeito nem tão pouco ancestral, sou de carne, sangue e lágrimas, até por vezes chato. Rio e choro, rio mais que choro é verdade, mas ainda assim também peco. Sou feito do vento e das gentes, vagabundo de letras e amores, os vultos acompanham-me roçando as paredes da cidade pela calada da noite.
E eu, “persona che ama con un migliaio di” concentrado de algumas reservas, medos e ambições não te prometo o mundo pois na realidade não lhe consigo pegar. Ainda que gostasse de o pôr naquela mesinha pequenina que tens ao lado da cama, para que o pudesses sentir nesse teu capricho de menina. Se quiseres, dou-te sim um pouco do meu (ainda que ordinário) mundo, dou-te sorrisos e choros, dou te verdades e aqueles abraços que unem muito mais que o peito. Dou-te um pouco de mim e dos meus (que me são tanto), dou te a realidade, aquela em que acordamos despenteados e por vezes mal dispostos mas ainda assim com o olhar e o peito repletos de orgulho de acordar juntos. Se queres não digas nada, enamora-me com esses grandes olhos “côr-de-tudo” como se não houvesse amanhã, como se pudéssemos parar o tempo e o espaço à nossa volta fosse nada. Nada.
Sábado, Maio 16, 2009
Verões. Livros. Paixões.
Quero verão... Quero as amizades à beira mar, os sorrisos e as paixões. Quero os jantares, as desgarradas, os fados e as danças pela noite fora sem que nos doa sequer a vontade.
Quero a praia, o sol, a areia quente, quero os corpos despidos e a noite curta. Bem curta.
Quero aquele verão que deixa sempre saudades, pelas viagens, pelas gentes, pelos amores, e até pelas inconsciências. Quero escrever livros carregados de alegrias, de aventuras, de paixões…
Ou melhor...
Hei-de escrever livros!
Livros que transbordem verões. Verões de alegrias, de paródias, de viagens pelos mundos, junto daqueles que nos enchem o orgulho e a amizade, livros de paixões, de beijos, de loucuras e de sentimentos. Serão livros daqueles que nos fazem tirar os pés do chão, serão verdades e dedicações à vida, aos amigos, aos amores, aos que nos enchem o peito e nos fazem sorrir apenas com olhares e expressões. Serão dedicações à vida, ao sol, à praia, ao mar que tanto amo, às vontades.
No fim hei-de contar as palavras e hão-de ser tantas como os sorrisos, os sentimentos e os “quero mais”, hão-de carregar dentro de si as imagens, as peripécias, as ondas do mar e os choros próprios de mais um "pôr-do-verão".
Serão livros e retratos das felicidades mas também das tristezas dos dias que correm mais depressa que as vontades e que do próprio tempo. O fim trará marcado a lágrimas a vontade de mais um verão.
Os livros serão tantos quanto os que eu puder escrever. E os verões mais ainda!
Quero a praia, o sol, a areia quente, quero os corpos despidos e a noite curta. Bem curta.
Quero aquele verão que deixa sempre saudades, pelas viagens, pelas gentes, pelos amores, e até pelas inconsciências. Quero escrever livros carregados de alegrias, de aventuras, de paixões…
Ou melhor...
Hei-de escrever livros!
Livros que transbordem verões. Verões de alegrias, de paródias, de viagens pelos mundos, junto daqueles que nos enchem o orgulho e a amizade, livros de paixões, de beijos, de loucuras e de sentimentos. Serão livros daqueles que nos fazem tirar os pés do chão, serão verdades e dedicações à vida, aos amigos, aos amores, aos que nos enchem o peito e nos fazem sorrir apenas com olhares e expressões. Serão dedicações à vida, ao sol, à praia, ao mar que tanto amo, às vontades.
No fim hei-de contar as palavras e hão-de ser tantas como os sorrisos, os sentimentos e os “quero mais”, hão-de carregar dentro de si as imagens, as peripécias, as ondas do mar e os choros próprios de mais um "pôr-do-verão".
Serão livros e retratos das felicidades mas também das tristezas dos dias que correm mais depressa que as vontades e que do próprio tempo. O fim trará marcado a lágrimas a vontade de mais um verão.
Os livros serão tantos quanto os que eu puder escrever. E os verões mais ainda!
Sexta-feira, Maio 23, 2008
Escrevi!
Não escrevo por obrigação ou por ambição de criar uma estrutura de palavras que se coadunem numa harmoniosa estética. Escrevo. Escrevo apenas, só e unicamente como forma de libertação e pelo puro e bruto prazer de escrever, escrevo porque gosto de escrever, porque gosto de me ler, como se fosse um filho, um bem precioso que me diz o que sou e o que faço aqui. Escrevo para libertar fantasmas e para tapar a necessidade de escrever.
Escrevo portanto para falar de mim, dos meus e por vezes dos outros, escrevo escrevendo o que me sai para que não restem dúvidas do que sinto.
Escrevo!
Escrevo porque gosto, porque me sabe bem ler a confissão dos meus dedos no teclado, por vezes em forma de romance por vezes em forma de rancor, angustia e até revolta, mas escrevo.
Escrevo quase sempre através duma dança entre a música que ouço e os sentimentos, dança que me leva mais leve para a cama, mais feliz (quase sempre).
Hoje escrevi!
Têm me perguntado porque deixei de escrever…
Eu nunca deixei de escrever porque escrever, escrevo até no pensamento, escrevo no telemóvel ou nuns bocadinhos de papel que vão aparecendo e que uso como cobaias na expressão duma vontade que me leva a todo lado. Nunca deixei de escrever, deixei de expor, porque precisava disso, porque precisava de escrever mais num sentido de meditar e não tanto num sentido de ouvir as críticas, porque já estava a cair nesse sentido, já estava a escrever com uma percentagem de vaidade superior ao que acredito que deva existir. Parei de expor porque precisava de me enquadrar num objectivo claro e puro, queria deixar-me de dúvidas e amores mais romanceados que verdadeiros que só desiludem e desapontam.
Então deixei de expor.
Mas… para os que gostam que me exponha, aqui ficou…
Está escrito (o inicio)!
Escrevo portanto para falar de mim, dos meus e por vezes dos outros, escrevo escrevendo o que me sai para que não restem dúvidas do que sinto.
Escrevo!
Escrevo porque gosto, porque me sabe bem ler a confissão dos meus dedos no teclado, por vezes em forma de romance por vezes em forma de rancor, angustia e até revolta, mas escrevo.
Escrevo quase sempre através duma dança entre a música que ouço e os sentimentos, dança que me leva mais leve para a cama, mais feliz (quase sempre).
Hoje escrevi!
Têm me perguntado porque deixei de escrever…
Eu nunca deixei de escrever porque escrever, escrevo até no pensamento, escrevo no telemóvel ou nuns bocadinhos de papel que vão aparecendo e que uso como cobaias na expressão duma vontade que me leva a todo lado. Nunca deixei de escrever, deixei de expor, porque precisava disso, porque precisava de escrever mais num sentido de meditar e não tanto num sentido de ouvir as críticas, porque já estava a cair nesse sentido, já estava a escrever com uma percentagem de vaidade superior ao que acredito que deva existir. Parei de expor porque precisava de me enquadrar num objectivo claro e puro, queria deixar-me de dúvidas e amores mais romanceados que verdadeiros que só desiludem e desapontam.
Então deixei de expor.
Mas… para os que gostam que me exponha, aqui ficou…
Está escrito (o inicio)!
Segunda-feira, Outubro 29, 2007
“Para ser grande, sê inteiro: Nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”
Ricardo Reis
Sexta-feira, Setembro 28, 2007
Anda, vem, vamos ser estrelas!
Vem e dá-me a mão, vamos andar pela calçada da cidade descalços e nus de olhares, carregados de paixões e de sorrisos, de nostalgias e de inocências, vamos andar sem parar, sem dor nem lamentos.
Vamos fugir descalços de ódios e de superficialidades, cheirar as flores até perder o olfacto, conjugar o verbo beijar e o verbo abraçar em todas as suas formas e quem sabe até criar novas.
A vida foi feita para nós, completamo-nos com o vento, com a água, com a terra e com o fogo, somos o quinto elemento da vida.
A noite e o dia erguem-se perante nós, o Sol brilha um pouco mais, somos tudo e nada, tanto e mais ainda!
Vem comigo, enamorar a Lua e sorrir aos mendigos, fazer sombras e vultos felizes nas fachadas das casas da avenida, iluminadas pelas vidas da noite, vamos deixar um rasto do nosso cheiro por entre as árvores para que um dia se atrevam a tentar igualar-nos…
Dá-me a mão e segura-te à minha voz, relaxa o pensamento e aperta o meu coração contra o teu enquanto nos deitamos nos jardins do mundo.
Vamos fazer parágrafos e construir contos, vamos adorarmo-nos, rir, chorar e dormir embalados no olhar um do outro. Vamos discutir só para que depois possamos fazer as pazes e rir até nos doer o corpo.
Anda… “pega agora e não me largues, não me deixes cair neste mundo”, senta-te aqui ao pé de mim debaixo deste manto carregado de vidas minúsculas e brilhantes. Sabes… um dia havemos de ser assim, havemos de ser duas estrelas a iluminar os rios e os mares, as gentes, as árvores e as brisas.
Anda, vem, vamos ser estrelas!
Vamos fugir descalços de ódios e de superficialidades, cheirar as flores até perder o olfacto, conjugar o verbo beijar e o verbo abraçar em todas as suas formas e quem sabe até criar novas.
A vida foi feita para nós, completamo-nos com o vento, com a água, com a terra e com o fogo, somos o quinto elemento da vida.
A noite e o dia erguem-se perante nós, o Sol brilha um pouco mais, somos tudo e nada, tanto e mais ainda!
Vem comigo, enamorar a Lua e sorrir aos mendigos, fazer sombras e vultos felizes nas fachadas das casas da avenida, iluminadas pelas vidas da noite, vamos deixar um rasto do nosso cheiro por entre as árvores para que um dia se atrevam a tentar igualar-nos…
Dá-me a mão e segura-te à minha voz, relaxa o pensamento e aperta o meu coração contra o teu enquanto nos deitamos nos jardins do mundo.
Vamos fazer parágrafos e construir contos, vamos adorarmo-nos, rir, chorar e dormir embalados no olhar um do outro. Vamos discutir só para que depois possamos fazer as pazes e rir até nos doer o corpo.
Anda… “pega agora e não me largues, não me deixes cair neste mundo”, senta-te aqui ao pé de mim debaixo deste manto carregado de vidas minúsculas e brilhantes. Sabes… um dia havemos de ser assim, havemos de ser duas estrelas a iluminar os rios e os mares, as gentes, as árvores e as brisas.
Anda, vem, vamos ser estrelas!
Segunda-feira, Setembro 24, 2007
Medo a 6 sentidos!
Visão:
Medo de só ver o que os olhos querem ver.
Medo de não ver os seus sorrisos quando abrem as prendas no Natal. Medo de perder de vista todos aqueles que me constroem uma pessoa melhor e que me veem mesmo de olhos fechados.
Medo de não ver mais aquele olhar doce e meigo que me embebeda e embala, aquele olhar onde se lêem histórias infinitas, sofrimentos e alegrias, tudo contido no olhar e nas rugas adjacentes que nos vai ensinando um pouco mais a cada vez que nos perdemos lá no fundo…
Medo!
Medo de só ver o que os olhos querem ver.
Medo de não ver os seus sorrisos quando abrem as prendas no Natal. Medo de perder de vista todos aqueles que me constroem uma pessoa melhor e que me veem mesmo de olhos fechados.
Medo de não ver mais aquele olhar doce e meigo que me embebeda e embala, aquele olhar onde se lêem histórias infinitas, sofrimentos e alegrias, tudo contido no olhar e nas rugas adjacentes que nos vai ensinando um pouco mais a cada vez que nos perdemos lá no fundo…
Medo!
Medo a 6 sentidos!
Paladar:
Medo de não saborear mais o doce de ovos da pastelaria ali do centro, entranhada naquelas ruazinhas onde cabem pouco de mais de 2 pessoas, lado a lado, cheias de casas altas feitas de azulejos tipicamente nossos, ruazinhas que se cruzam de poucos em poucos metros, à beira da ria, que lá vai andando, meia parada meio ao arrasto.
Medo de não saborear mais o sabor de seus lábios, que lá vão sabendo ora a pastilha de morango ora a pastilha de frutos silvestres.
Medo até de esquecer o sabor das ondas do mar que ora nos arrastam, ora nos puxam, ora nos fazem engolir o que não queremos…
Medo de não saborear mais o doce de ovos da pastelaria ali do centro, entranhada naquelas ruazinhas onde cabem pouco de mais de 2 pessoas, lado a lado, cheias de casas altas feitas de azulejos tipicamente nossos, ruazinhas que se cruzam de poucos em poucos metros, à beira da ria, que lá vai andando, meia parada meio ao arrasto.
Medo de não saborear mais o sabor de seus lábios, que lá vão sabendo ora a pastilha de morango ora a pastilha de frutos silvestres.
Medo até de esquecer o sabor das ondas do mar que ora nos arrastam, ora nos puxam, ora nos fazem engolir o que não queremos…
Medo a 6 sentidos!
Olfacto:
Medo de deixar de saber o cheiro do orvalho, da chuva na terra seca ou do mar.
Medo de esquecer o cheiro da casa da minha avó, aquele cheiro que nos invade mal entramos, cheiro meio a fumo meio a lagar, cheiro a batatas fritas que ela tanto gosta de fazer como se fôssemos ainda raparigos*, cheiro de alheiras e torradas na brasa, que arrefece no metro quadrado de “chão de ferro”, imediatamente em frente à lareira.
Medo de perder o cheiro do cabelo ruivo e brilhante da minha irmã que se entranha na cama, na almofada, na alma e na saudade…
* raparigos- expressão usada na zona de Trás-os-Montes e alto douro para classificar um grupo de crianças (rapazes e raparigas).
Medo de deixar de saber o cheiro do orvalho, da chuva na terra seca ou do mar.
Medo de esquecer o cheiro da casa da minha avó, aquele cheiro que nos invade mal entramos, cheiro meio a fumo meio a lagar, cheiro a batatas fritas que ela tanto gosta de fazer como se fôssemos ainda raparigos*, cheiro de alheiras e torradas na brasa, que arrefece no metro quadrado de “chão de ferro”, imediatamente em frente à lareira.
Medo de perder o cheiro do cabelo ruivo e brilhante da minha irmã que se entranha na cama, na almofada, na alma e na saudade…
* raparigos- expressão usada na zona de Trás-os-Montes e alto douro para classificar um grupo de crianças (rapazes e raparigas).
Medo a 6 sentidos!
Tacto:
Medo de não sentir mais a chuva ou o vento a beijar-me a cara.
Medo de não sentir mais o calor que emana da pele macia da minha mãe ou das mãos ásperas do meu avô, medo de lhes perder os beijos e os abraços, aqueles que nos apertam coração com coração de tal forma que nos fazem sentir filho.
Medo de não arrepiar mais com os olhares, com os acordes e com os amares…
Medo de não sentir mais a chuva ou o vento a beijar-me a cara.
Medo de não sentir mais o calor que emana da pele macia da minha mãe ou das mãos ásperas do meu avô, medo de lhes perder os beijos e os abraços, aqueles que nos apertam coração com coração de tal forma que nos fazem sentir filho.
Medo de não arrepiar mais com os olhares, com os acordes e com os amares…
Medo a 6 sentidos!
Audição:
Medo de não ouvir mais o gemer da guitarra e o choro cantado do fadista.
Medo que os tambores amoleçam, que as cordas enferrujem e que tudo se cale numa compasso de espera infinito
Medo de não saber mais ouvir o silêncio e tudo o que ele me vai sussurrando por entre ventos e gentes.
Medo de não ouvir mais a sua gargalhada histérica e inocente que já por tantas vezes me fez rir a mim...
Medo de não ouvir mais o gemer da guitarra e o choro cantado do fadista.
Medo que os tambores amoleçam, que as cordas enferrujem e que tudo se cale numa compasso de espera infinito
Medo de não saber mais ouvir o silêncio e tudo o que ele me vai sussurrando por entre ventos e gentes.
Medo de não ouvir mais a sua gargalhada histérica e inocente que já por tantas vezes me fez rir a mim...
Medo a 6 sentidos!
Medo!
Consciência pessoal:
Medo de deixar de me reconhecer ao espelho e de não saber mais chorar e rir e de chorar a rir.
Medo de não saber como se gosta e como se mostra.
Medo de não saber mais como “sugar o tutano à vida”, vida mais vivida na incerteza do que na paixão…
Sexta-feira, Abril 06, 2007
Carta à saudade...
Sim saudade, desde alguns dias que não me ocorre outra palavra no pensamento e nos dedos. Agora que não estás comigo, tudo se transforma, é tudo tão diferente, tão "sem sabor", está tudo tão turvo, tão sem nada, está tudo tão perdido na ausência. A cidade nem parece a mesma sem ti, as luzes parece que enfraqueceram e estão para ali intermitentes, como que obrigadas a ali estar, sem vontade de iluminar o chão e as fachadas das velhas casas da avenida. As rimas já nem soam a rimas e as musicas são abafadas pelo pensamento distante, lá do outro lado de tudo. A cidade parece adormecida no nada, sem o teu cheiro, sem a tua presença pelas ruas, que todos os dias te veneram. Os dias acabam por passar sem o contacto julgado vital, que os caracterizava, umas vezes bom outras mau... no entanto agora a falta dele torna-se torturante. Fazes-me falta no meu dia, fazes falta à cidade, que tanto gosta de espalhar o teu cheiro pelas ruas e sentidos únicos.
Estás longe graças à folia própria da época. No entanto não deixo de tentar adivinhar-te por essas paragens e mares de gente, a tua ausência (ainda) mais presente no pensamento, a frustração e ansiedade vão percorrendo-me o corpo passo a passo, bem lentamente para que eu possa sentir ainda melhor os dias sem ti. Acabo por cair no ridículo de, por vezes, olhar 5 vezes para o telemóvel no espaço de escassos minutos (parecendo uma criança no natal à espera da meia-noite). Já me lembrei de o guardar na gaveta, trancado, mas assim, se me quisesses beijar com palavras não iria ouvir, portanto deixo-o ali estar quietinho, tentando não mexer muito.
"Sinto os teus passos na escuridão, pressinto teu corpo no ar, aqui. E vou como se o mundo todo fosse sugado pra dentro de ti e não houvesse nada a fazer senão deixar-me ir."
Enfim... Hoje lembraram-se de passar a nossa música cinquenta mil vezes na rádio para que eu anseie ainda um pouco mais. Vá por onde for, o teu cheiro está lá, a tua cara atira-se contra mim vinda de paredes, muros e ruas, persegues-me e eu gosto porque não consigo, nem quero deixar de olhar. Olho e torno a olhar... As horas lá vão passando, o vento lá vai trazendo a noite, mais uma sem ti, as pessoas recolhem-se eu espero-te...
Estás longe graças à folia própria da época. No entanto não deixo de tentar adivinhar-te por essas paragens e mares de gente, a tua ausência (ainda) mais presente no pensamento, a frustração e ansiedade vão percorrendo-me o corpo passo a passo, bem lentamente para que eu possa sentir ainda melhor os dias sem ti. Acabo por cair no ridículo de, por vezes, olhar 5 vezes para o telemóvel no espaço de escassos minutos (parecendo uma criança no natal à espera da meia-noite). Já me lembrei de o guardar na gaveta, trancado, mas assim, se me quisesses beijar com palavras não iria ouvir, portanto deixo-o ali estar quietinho, tentando não mexer muito.
"Sinto os teus passos na escuridão, pressinto teu corpo no ar, aqui. E vou como se o mundo todo fosse sugado pra dentro de ti e não houvesse nada a fazer senão deixar-me ir."
Enfim... Hoje lembraram-se de passar a nossa música cinquenta mil vezes na rádio para que eu anseie ainda um pouco mais. Vá por onde for, o teu cheiro está lá, a tua cara atira-se contra mim vinda de paredes, muros e ruas, persegues-me e eu gosto porque não consigo, nem quero deixar de olhar. Olho e torno a olhar... As horas lá vão passando, o vento lá vai trazendo a noite, mais uma sem ti, as pessoas recolhem-se eu espero-te...
Sexta-feira, Novembro 24, 2006
Conversa, a um, com o silêncio. II
Seguia, andando passo-a-passo, concentrado em não parecer muito “sem nada”; paro e sinto-te, entre vultos e vozes, vinhas novamente arrastanto chuvas e sóis, primaveras e verões compartimentados na flor que vestias no peito.
Vieste, concentraste em ti meu olhar, e interrompeste minha conversa, a um, com o silêncio.
Interrompeste mesmo quando acabara de perguntar pelo teu sorriso de criança alegre sem complicações, que me fazia brilhar os olhos. Pelo teu abraço sincero e fechado. Pelo toque de nossas mãos entrelaçadas na urgência do calor de nossos corpos. Pelas palavras declaradas por nós ao mundo (que é feito dessas palavras?! morreram?!). Pelos olhares comprometidos e provocadores que diziam aquilo que as bocas não tinham coragem de dizer. Pelas tuas bocas tolas e agitadas atingindo tudo que passava que eu tentava calar (como sinto falta agora dessas bocas).
Vieste, concentraste em ti meu olhar, e interrompeste minha conversa, a um, com o silêncio.
Interrompeste mesmo quando acabara de perguntar pelo teu sorriso de criança alegre sem complicações, que me fazia brilhar os olhos. Pelo teu abraço sincero e fechado. Pelo toque de nossas mãos entrelaçadas na urgência do calor de nossos corpos. Pelas palavras declaradas por nós ao mundo (que é feito dessas palavras?! morreram?!). Pelos olhares comprometidos e provocadores que diziam aquilo que as bocas não tinham coragem de dizer. Pelas tuas bocas tolas e agitadas atingindo tudo que passava que eu tentava calar (como sinto falta agora dessas bocas).
No entanto, é aquela vontade especialmente tua de me ver sorrir logo pela manhã que me faz mais falta… Pois agora já nem na noite me conheces…
Chegas, invades-me, com teu cheiro, com tua voz que parece ecoar vezes e vezes sem conta nos sentimentos, com tua face desenhada em tudo e todos, de tantos quantos os que saiem de ruas e caminhos…
Hoje, senti-te, vi-te até mesmo onde não estavas, senti teu cheiro, aquele cheiro a orvalho puro e brilhante nas flores de Primavera.
E depois…
Depois caí, em mim, percebi que não estavas realmente, porque alguém me tirou o chão quando andava com olhar no futuro infinito e me cortou as asas quando te dei as mão para voarmos…
Chegas, invades-me, com teu cheiro, com tua voz que parece ecoar vezes e vezes sem conta nos sentimentos, com tua face desenhada em tudo e todos, de tantos quantos os que saiem de ruas e caminhos…
Hoje, senti-te, vi-te até mesmo onde não estavas, senti teu cheiro, aquele cheiro a orvalho puro e brilhante nas flores de Primavera.
E depois…
Depois caí, em mim, percebi que não estavas realmente, porque alguém me tirou o chão quando andava com olhar no futuro infinito e me cortou as asas quando te dei as mão para voarmos…
O silêncio?!
Fugiu por entre ventos e gentes na pressa da chuva que se adivinhava no céu.
As noites são inda mais frias sem ti no lado bom do coração.
αиנσ
Terça-feira, Novembro 21, 2006
Conversa, a um, com o silêncio. I
Hoje perguntei ao silêncio as palavras que teimas em não me dar, perguntei que é feito dos sentimentos que decidiste não me confiar, perguntei-lhe pelos sorrisos mágicos e sinceros que antes me davas, perguntei-lhe pelo teu carinho e até pelo teu amor, perguntei-lhe pelo calor das tuas mãos, pela consistência do teu abraço e até pelo sabor do teu beijo que nunca tive.
Hoje ganhei coragem e pu-lo entre a espada e a parede, olhei-o nos olhos e interroguei-o pelo paradeiro do brilho de meus olhos mas mesmo antes que ele pudesse responder, fugiu por entre brisas.
Hoje ganhei coragem, perdi o orgulho e fui atrás…
Atrás do outrora conhecido mas que agora nem familiar se quer mostrar.
Hoje personifiquei em palavras os meus sentimentos e mandei-os ao silêncio em forma de ponto de interrogação.
Mais uma vez, calou-se…
Diz me lá silêncio que sonhos me trazes agora nas tuas asas de anjo?!
...
Hoje ganhei coragem e pu-lo entre a espada e a parede, olhei-o nos olhos e interroguei-o pelo paradeiro do brilho de meus olhos mas mesmo antes que ele pudesse responder, fugiu por entre brisas.
Hoje ganhei coragem, perdi o orgulho e fui atrás…
Atrás do outrora conhecido mas que agora nem familiar se quer mostrar.
Hoje personifiquei em palavras os meus sentimentos e mandei-os ao silêncio em forma de ponto de interrogação.
Mais uma vez, calou-se…
Diz me lá silêncio que sonhos me trazes agora nas tuas asas de anjo?!
...
Segunda-feira, Novembro 20, 2006
Dias vividos na urgência das paixões (im)próprias da estabilidade ansiada, ora chove, ora faz sol e nunca faz sol quando chove.
Ando, desnorteado em busca do sorriso perfeito, das mãos suaves, da face acolhedora e meiga, do coração palpitante, do suor loucamente frio, do olhar cheio de linhas e parágrafos, para eu ler. Ando…
Procuro nas instabilidade das estradas uma ponte para o céu ou umas asas que possa encaixar em mim e sair a voar, sem grande sucesso continuo cambaleando de olhar atento.
Amanhã é outro dia, outra oportunidade para te encontrar perdida no mundo e te acolher na minha vontade de voar.
Amanhã…
Ando, desnorteado em busca do sorriso perfeito, das mãos suaves, da face acolhedora e meiga, do coração palpitante, do suor loucamente frio, do olhar cheio de linhas e parágrafos, para eu ler. Ando…
Procuro nas instabilidade das estradas uma ponte para o céu ou umas asas que possa encaixar em mim e sair a voar, sem grande sucesso continuo cambaleando de olhar atento.
Amanhã é outro dia, outra oportunidade para te encontrar perdida no mundo e te acolher na minha vontade de voar.
Amanhã…
Terça-feira, Novembro 14, 2006
Com passos imponentes e bem assentes no caminho sigo novamente, já levantado.
Sigo… respirando com vontade de respirar mais e mais,
empregando olhares seguros e conscienciosos, em voz afinada e ritmada pelo sentimento, canto pensamentos.
Atravesso pontes e mares, desertos e gentes apenas com a vontade como bagagem.
Não voei, não morri, não me deixei ficar sentado, não me resignei aos factos. Saltei-lhes por cima habilmente (não tanto quanto gostaria) e segui.
Amanhã não me procures na tristeza das ruas, nem na humildade questionável das desculpas, esquece-me pois segui.
~ Everybody´s fool - Evanescence
~ "Perfect by nature
Icons of self indulgence
Just what we all need
More lies about a world that
Never was and never will be
Have you no shame?
Don't you see me?
You know you've got everybody fooled
Look here she comes now
Bow down and stare in wonder
Oh how we love you
No flaws when you're pretending
But now I know she
Never was and never will be
You don't know how you've betrayed me
And somehow you've got everybody fooled "
Sigo… respirando com vontade de respirar mais e mais,
empregando olhares seguros e conscienciosos, em voz afinada e ritmada pelo sentimento, canto pensamentos.
Atravesso pontes e mares, desertos e gentes apenas com a vontade como bagagem.
Não voei, não morri, não me deixei ficar sentado, não me resignei aos factos. Saltei-lhes por cima habilmente (não tanto quanto gostaria) e segui.
Amanhã não me procures na tristeza das ruas, nem na humildade questionável das desculpas, esquece-me pois segui.
~ Everybody´s fool - Evanescence
~ "Perfect by nature
Icons of self indulgence
Just what we all need
More lies about a world that
Never was and never will be
Have you no shame?
Don't you see me?
You know you've got everybody fooled
Look here she comes now
Bow down and stare in wonder
Oh how we love you
No flaws when you're pretending
But now I know she
Never was and never will be
You don't know how you've betrayed me
And somehow you've got everybody fooled "
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
Hoje lembrei-me que ainda me lembro.
Lembro-me dos primeiros sorrisos, aqueles ainda meios envergonhados e até de certa forma ridículos normais numa (tão ansiada) primeira vez.
Lembro-me do vento que nos batia na cara, das conversas de circunstância só para dar ritmo à manhã que se revelava enferrujada, dos olhares silenciosos e comprometidos por um sentimento que nos era tanto.
Lembro-me daqueles toques em forma de brincadeira, só para que pudéssemos sentir o efeito do contacto entre nossas peles, das mensagens ridículas e engraçadas que costumávamos mandar apesar de estarmos lado a lado, de darmos as mãos simultaneamente, quase que como se o tivéssemos combinado mentalmente, das mensagens com declarações abusivas e apaixonadas próprias de duas almas casadas, de rogarmos pragas e desgraçadas um ao outro só para que nos pudéssemos rir mais um pouco.
Lembro-me dos olhares que as pessoas nos deitavam quando nos viam juntos, olhares que só nós não queríamos perceber, dos finais de tarde na praia enrolados um no outro, lutando contra o frio,vento e vida, das promessas insensatas dum para sempre quando nunca chegou haver “um algo”, das noites a contar estrelas do céu para demonstrarmos um ao outro o quão grande era o que nem chegou haver. Lembro-me do teu cheiro em mim, do suor das tuas mãos quando coladas nas minhas, do cheiro do teu cabelo, cheirava a champô de mel, sabes que ainda hoje me lembro desse cheiro?!No fim foste sem me dizer adeus, foste porque te pediram que fosses, porque te pediram para largares os sorrisos, os cheiros, os abraços, os olhares, os toques. Foste.
"Whatever tomorrow brings, i´ll be there
with open arms and open eyes"
Lembro-me dos primeiros sorrisos, aqueles ainda meios envergonhados e até de certa forma ridículos normais numa (tão ansiada) primeira vez.
Lembro-me do vento que nos batia na cara, das conversas de circunstância só para dar ritmo à manhã que se revelava enferrujada, dos olhares silenciosos e comprometidos por um sentimento que nos era tanto.
Lembro-me daqueles toques em forma de brincadeira, só para que pudéssemos sentir o efeito do contacto entre nossas peles, das mensagens ridículas e engraçadas que costumávamos mandar apesar de estarmos lado a lado, de darmos as mãos simultaneamente, quase que como se o tivéssemos combinado mentalmente, das mensagens com declarações abusivas e apaixonadas próprias de duas almas casadas, de rogarmos pragas e desgraçadas um ao outro só para que nos pudéssemos rir mais um pouco.
Lembro-me dos olhares que as pessoas nos deitavam quando nos viam juntos, olhares que só nós não queríamos perceber, dos finais de tarde na praia enrolados um no outro, lutando contra o frio,vento e vida, das promessas insensatas dum para sempre quando nunca chegou haver “um algo”, das noites a contar estrelas do céu para demonstrarmos um ao outro o quão grande era o que nem chegou haver. Lembro-me do teu cheiro em mim, do suor das tuas mãos quando coladas nas minhas, do cheiro do teu cabelo, cheirava a champô de mel, sabes que ainda hoje me lembro desse cheiro?!No fim foste sem me dizer adeus, foste porque te pediram que fosses, porque te pediram para largares os sorrisos, os cheiros, os abraços, os olhares, os toques. Foste.
"Whatever tomorrow brings, i´ll be there
with open arms and open eyes"
Sexta-feira, Novembro 10, 2006
"Procura-se amigo/a. Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo/a para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. "
Estás altura ?!
[Post dedicado a "anjos" que diziam querer voar, e no final resignaram-se à materialização de sentimentos que deviam ser tudo menos materializados. Infantilidades absurdas e mesquinhas para as quais olho e apenas ganho mais força mental e orgulho de quem sou.]
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo/a para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim. Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive. "
Estás altura ?!
[Post dedicado a "anjos" que diziam querer voar, e no final resignaram-se à materialização de sentimentos que deviam ser tudo menos materializados. Infantilidades absurdas e mesquinhas para as quais olho e apenas ganho mais força mental e orgulho de quem sou.]
Domingo, Novembro 05, 2006
Problemas de Expressão
Problema De ExpressãO
"Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto."
"Só pra dizer que te Amo,
Nem sempre encontro o melhor termo,
Nem sempre escolho o melhor modo.
Devia ser como no cinema,
A língua inglesa fica sempre bem
E nunca atraiçoa ninguém.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
Só pra dizer que te Amo
Não sei porquê este embaraço
Que mais parece que só te estimo.
E até nos momentos em que digo que não quero
E o que sinto por ti são coisas confusas
E até parece que estou a mentir,
As palavras custam a sair,
Não digo o que estou a sentir,
Digo o contrário do que estou a sentir.
O teu mundo está tão perto do meu
E o que digo está tão longe,
Como o mar está do céu.
E é tão difícil dizer amor,
É bem melhor dizê-lo a cantar.
Por isso esta noite, fiz esta canção,
Para resolver o meu problema de expressão,
Pra ficar mais perto, bem mais de perto.
Ficar mais perto, bem mais de perto."
Clã.
Sexta-feira, Novembro 03, 2006
Segunda-feira, Outubro 09, 2006
Gostava. Sim gostava.
Gostava de te ter a sorrir para mim quando chego a casa cansado, da vida.
Gostava de te confidenciar todo o preenchimento de meus sentimentos apenas com o olhar.
Gostava de sentir teu amor pela forma diferente como me tocas.
Gostava de poder olhar nos teus olhos e dizer: Gosto muito de ti.
Gostava de poder sentir o frio do vento à beira-mar, embrulhado na protecção e calor de teus braços e de tuas palavras meigas.
Gostava de fazer de conta que durmo para que me venhas aconchegar secretamente.
Gostava de ter as discussões estúpidas e sem qualquer razão de ser, para poder sentir na tua momentânea raiva o quanto gosto de ti.
Gostava de ser aquela borboleta “lindíssima” que viste no jardim, só para que pudesses amar-me mais um pouco.
Gostava de sentir a saudade quando vejo o teu vulto a passar em frente ao quarto, quando vais para o trabalho, ou quando me visto barulhentamente na esperança de te acordar “sem querer” para que possas dar outro daqueles abraços, que me fazem sorrir o dia inteiro.
No entanto não te tenho, mas mesmo assim vou continuar sentado naquele banco a espera que venhas, “porque prefiro esperar sem que chegues a vir, do que vires para dizer que não voltas.”
Hoje, só queria um pouco desse teu céu...
Gostava de te ter a sorrir para mim quando chego a casa cansado, da vida.
Gostava de te confidenciar todo o preenchimento de meus sentimentos apenas com o olhar.
Gostava de sentir teu amor pela forma diferente como me tocas.
Gostava de poder olhar nos teus olhos e dizer: Gosto muito de ti.
Gostava de poder sentir o frio do vento à beira-mar, embrulhado na protecção e calor de teus braços e de tuas palavras meigas.
Gostava de fazer de conta que durmo para que me venhas aconchegar secretamente.
Gostava de ter as discussões estúpidas e sem qualquer razão de ser, para poder sentir na tua momentânea raiva o quanto gosto de ti.
Gostava de ser aquela borboleta “lindíssima” que viste no jardim, só para que pudesses amar-me mais um pouco.
Gostava de sentir a saudade quando vejo o teu vulto a passar em frente ao quarto, quando vais para o trabalho, ou quando me visto barulhentamente na esperança de te acordar “sem querer” para que possas dar outro daqueles abraços, que me fazem sorrir o dia inteiro.
No entanto não te tenho, mas mesmo assim vou continuar sentado naquele banco a espera que venhas, “porque prefiro esperar sem que chegues a vir, do que vires para dizer que não voltas.”
Hoje, só queria um pouco desse teu céu...
Domingo, Outubro 01, 2006
"ouvi dizer"
"A cidade esta desertaE alguém escreveu o teu nome em toda a parteNas casas, nos carrosNas pontes, nas ruas... Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucuraOra amarga,ora docePara nos lembrar que o amor é uma doencaQuando nele julgamos ver a nossa cura"
Porque o ser humano tem o dom/maldição de amar, mas também de sofrer pelo amor que apenas devia ser amor.Nada mais. Não devia haver um inverso, não devia haver a outra face da moeda.Mas há.
Porque o amor nos faz ver aquilo que não está pintado e escrito nas paredes e folhas de nossa vida, porque por eles muitos morrem, e outros (re)nascem.
Porque o ser humano sofre, mas volta amar para tentar calar a dor que insiste em tocar. O amor não cala a dor, apenas a abafa. O amor (para muitos) não existe, o que existe é o querer amar e uma complexidade de reacções desencadeadas por nervos quase que pré progamados. Mas se o amor não existe quem escreve os poemas em que as palavras parecem dançar entre si?! Se o amor não existe porque choram os Homens?! Se o amor não existe quem faz o sol nascer novamente dia após dia?! Se o amor não existe porque sentimos um "friozinho" esquisito mas "prazeroso" no estomâgo quando os olhos encontram os outros, os tais, que nos fazem sorrir sem razão logica aparente?! Se o amor não existe porque suam as mãos quando encontram as outras destinadas?!
...
Quinta-feira, Setembro 21, 2006
Espero sentado nos bancos da estação de minha vida. Espero pelo comboio vindo do infinito, onde tu virás e onde me trarás a mim no bolso da esperança. Espero-te, mas apenas chega a noite e não é propriamente numa carruagem daquelas com escadinhas metálicas donde se vê os pés concentrados, para não escorregar, sair.
Uma aragem fresca de verão chega colada com a noite, aragem de duas faces, como se tem revelado tudo na vida. As últimas pessoas passam apressadas, os mendigos apressam-se em agarrar aquele lugar por baixo do telheiro e em soltar os farrapos no chão para mais uma noite, mas eu não. Eu continuo firme à tua espera, à espera do desconhecido, da brisa quente, do friozinho irritante na barriga, do olhar fixo no pensamento distante, da lágrima despejada pelas palavras sinceras, do beijo quente e do abraço tanto ansiado. Espero.
Uma aragem fresca de verão chega colada com a noite, aragem de duas faces, como se tem revelado tudo na vida. As últimas pessoas passam apressadas, os mendigos apressam-se em agarrar aquele lugar por baixo do telheiro e em soltar os farrapos no chão para mais uma noite, mas eu não. Eu continuo firme à tua espera, à espera do desconhecido, da brisa quente, do friozinho irritante na barriga, do olhar fixo no pensamento distante, da lágrima despejada pelas palavras sinceras, do beijo quente e do abraço tanto ansiado. Espero.
O dia amanhece, os raios desfocam o meu olhar que ficou preso lá no virar do horizonte onde as linhas já não se distinguem. As mãos continuam entrelaçadas a espera das tais outras, os lábios continuam secos, os braços atrofiados. É um novo dia e não chegaste. A lágrima pede-me que solte as amarras, e eu já sem esperança, cedo. De cabeça baixa e cansaço alto começo a deixar o corpo fugir ao meu controlo e começo a deixar fugir aquilo que nunca poderá ser controlado, a esperança. Eu aqui ficarei à tua espera, só espero que não seja tarde de mais e que venhas apenas chorar o fechar dos meus olhos...
Terça-feira, Setembro 19, 2006
Por seres tu...
Sei que a bonita data que originou este texto ja passou há algum tempo, no entanto não poderia deixar passar em claro por aqui no meu canto um obrigado. Por tudo que és, por tudo que nos ensinas e pelo irmão que te tornaste para mim. obrigado por tudo miúdo. ;)
Parabéns...
"O que de melhor se poderá dar a alguém como tu?
Tu dono dos sorrisos ecoando pelas ruas, dono das lágrimas desencadeadas em segredo.
Tu que sabes magoar, encostar qualquer um à parede e arrancar tudo o que preferíamos guardar por vergonha de não saber ser melhor, como tu.
Tu que tens a mão mais suave para oferecer um carinho quando te deixamos orgulhoso por nos saberes.
Tu que sabes guardar o sentir na palma da tua mão.
Tu que não tens medo de o perder por nos mostrares que sentindo vale a pena ser.
Tu, que transformas as tuas lágrimas em sorrisos só por nós, só para que o mundo saiba que nos ensinaste que a vida é um sorriso.
Tu que dás o teu toque a tudo, a tudo o que é de todos, às ruas, ao rio e ao nosso cantinho no mundo.
Tu, que o soubeste colorir com as cores do teu andar.
Tu, que consegues tudo o que aprendemos apenas com o som do teu universo.
Tu, que nos tormas ridículos por tentarmos dar aquilo que já te pertence: palavras.
Tu, dono delas, por isso fazem sentido hoje, por serem para ti.
Tu que sempre soubeste que ser é muito mais do que estar.
Tu que nos ofereces as tuas asas quando não nos lembramos de como voar.
Tu, que nos acordas quando queremos ir longe demais sem saber o caminho.
Tu, que nos reténs e nos ensinas tudo antes de nos lançares à estrada apenas com um sonho como bagagem.
O que de melhor te podemos dar é isto: o que contigo aprendemos, porque nada vale tanto. Nada..."
text by: sara.
Parabéns...
"O que de melhor se poderá dar a alguém como tu?
Tu dono dos sorrisos ecoando pelas ruas, dono das lágrimas desencadeadas em segredo.
Tu que sabes magoar, encostar qualquer um à parede e arrancar tudo o que preferíamos guardar por vergonha de não saber ser melhor, como tu.
Tu que tens a mão mais suave para oferecer um carinho quando te deixamos orgulhoso por nos saberes.
Tu que sabes guardar o sentir na palma da tua mão.
Tu que não tens medo de o perder por nos mostrares que sentindo vale a pena ser.
Tu, que transformas as tuas lágrimas em sorrisos só por nós, só para que o mundo saiba que nos ensinaste que a vida é um sorriso.
Tu que dás o teu toque a tudo, a tudo o que é de todos, às ruas, ao rio e ao nosso cantinho no mundo.
Tu, que o soubeste colorir com as cores do teu andar.
Tu, que consegues tudo o que aprendemos apenas com o som do teu universo.
Tu, que nos tormas ridículos por tentarmos dar aquilo que já te pertence: palavras.
Tu, dono delas, por isso fazem sentido hoje, por serem para ti.
Tu que sempre soubeste que ser é muito mais do que estar.
Tu que nos ofereces as tuas asas quando não nos lembramos de como voar.
Tu, que nos acordas quando queremos ir longe demais sem saber o caminho.
Tu, que nos reténs e nos ensinas tudo antes de nos lançares à estrada apenas com um sonho como bagagem.
O que de melhor te podemos dar é isto: o que contigo aprendemos, porque nada vale tanto. Nada..."
text by: sara.
Quinta-feira, Setembro 07, 2006
Sexta-feira, Setembro 01, 2006
Always
E porque existem momentos em que as palavras proferidas por outros fazem todo o sentido em nós...
Saliva - "Always"
I hear, a voice say "Don't be so blind"
It's telling me all these things
That you would probably hide
Am I, your one and only desire
Am I the reason you breathe
Or am I the reason you cry?
Always, always, always, always, always, always,
I just can't live without you...
I love you
I hate you
I can't get around you.
I breathe you
I taste you
I can't live without you.
I just can't take anymore
Its like a solid cell,
I guess that I'm out the door
And now I'm done with you.
(Done with you, done with you, done with you, done with you, done with you)
I feel, like you don't want me around
I guess I'll pack all my things
I guess I'll see you around
It's all, been bottled up until now
As I walk out your door
All I can hear is the sound
Always, always, always, always, always, always,
I just can't live without you...
I love you
I hate you
I can't get around you.
I breathe you
I taste you
I can't live without you.
I just can't take anymore
Its like a solid cell,
I guess that I'm out the door
And now I'm done with you.
I love you
I hate you
I can't live without you.
I left my head around your heart,
Why would you tear my world apart?
Always, always, always, always.
I see, the blood all over your hands
Does it make you feel, more like a man
Was it all, just a part of your plan
The pistol's shakin' in my hands
And all I hear is the sound.
I love you
I hate you
I can't live around you.
I breathe you
I taste you
I can't live without you.
I just can't take anymore
Its like a solid cell,
I guess that i'm out the door
And now i'm done with you.
I love you
I hate you
I can't live without you.
I love you
I hate you
I can't live without you.
I just can't take anymore
Its like a solid cell,
I pick myself off the floor,
And now i'm done with you.
Always
Always
Always...
Saliva - "Always"
I hear, a voice say "Don't be so blind"
It's telling me all these things
That you would probably hide
Am I, your one and only desire
Am I the reason you breathe
Or am I the reason you cry?
Always, always, always, always, always, always,
I just can't live without you...
I love you
I hate you
I can't get around you.
I breathe you
I taste you
I can't live without you.
I just can't take anymore
Its like a solid cell,
I guess that I'm out the door
And now I'm done with you.
(Done with you, done with you, done with you, done with you, done with you)
I feel, like you don't want me around
I guess I'll pack all my things
I guess I'll see you around
It's all, been bottled up until now
As I walk out your door
All I can hear is the sound
Always, always, always, always, always, always,
I just can't live without you...
I love you
I hate you
I can't get around you.
I breathe you
I taste you
I can't live without you.
I just can't take anymore
Its like a solid cell,
I guess that I'm out the door
And now I'm done with you.
I love you
I hate you
I can't live without you.
I left my head around your heart,
Why would you tear my world apart?
Always, always, always, always.
I see, the blood all over your hands
Does it make you feel, more like a man
Was it all, just a part of your plan
The pistol's shakin' in my hands
And all I hear is the sound.
I love you
I hate you
I can't live around you.
I breathe you
I taste you
I can't live without you.
I just can't take anymore
Its like a solid cell,
I guess that i'm out the door
And now i'm done with you.
I love you
I hate you
I can't live without you.
I love you
I hate you
I can't live without you.
I just can't take anymore
Its like a solid cell,
I pick myself off the floor,
And now i'm done with you.
Always
Always
Always...
Quarta-feira, Agosto 30, 2006
Waiting for the sun...
Não quero fugir. Apenas encontrar o meu lugar ( no desconhecido), a minha noite (nas outras tantas que se dizem noites), as minhas estrelas (para me iluminar os passos quando a vida me apaga a luz do alpendre), o meu sol (ou seja, minha vida).
Será assim tanto?!
Talvez... (é o que parece).
--> Cause I miss you, body and soul so strong that it takes my breath away.
(Quem quer que sejas).
Segunda-feira, Agosto 28, 2006
Passado estagnado na vontade de esquecer e na raiva ao lembrar. Passado construído na ingenuidade das promessas (agora) banais de um para sempre. Quando afinal não passavam de diários acontecimentos. Hoje decidi não viver o dia. O dia de hoje simplesmente será apagado da memória, como se faz a um Cd riscado, apaga-se da prateleira. Amanhã será outro dia, feliz e audível onde meu pensamento se focará no presente sóbrio e consciente para poder construir em alicerces imortais um futuro que se revela incerto.
Hoje o dia, será só mais um dia, mais 24 horas, mais um dia cansativo de calor impetuoso onde o sorriso que minha face transmitirá será superior a qualquer outro motivo já esquecido.
Mais uma vez, vivendo o presente...
[25.08.2006]
Text By : Rc
Post By : Lu
Hoje o dia, será só mais um dia, mais 24 horas, mais um dia cansativo de calor impetuoso onde o sorriso que minha face transmitirá será superior a qualquer outro motivo já esquecido.
Mais uma vez, vivendo o presente...
[25.08.2006]
Text By : Rc
Post By : Lu
Domingo, Agosto 27, 2006
Sinto-me perdido, nos perdidos e achados da vida, no passado que se revelou indiferente a mim e no presente que apesar de tudo mostra ser sincero e amigo.
Estou perdido, apenas com a teoria nas mãos, falta-me a prática, falta-me o amar seguro e consciente. O medo, do que o futuro me trará, faz-me esconder minha vontade todos os dias na cara feliz e animada. Pessoas vão e vêm como comboios numa estação, uns prometem ficar e partem outros chegam sem aviso nem hora. A hora de ponta dentro de mim torna-se repetitiva e a confusão adormece a lógica e a percepção do mundo que sempre tive. Estou talvez apodrecer lentamente como a madeira das linhas, apodreço por culpa deles (também) das térmitas que insistem em alimentar-se da minha podridão, da minha fraqueza. Por vezes sento-me ao sol, á espera do comboio que me virá talvez libertar, espero mas anoitece, fica frio e eu perco mais uma vez a esperança e volto novamente para casa desiludido com tudo.
Durmo devido ao cansaço, pois a vontade ficou no sonho que ainda está preso ao passado. Amanhã será outro dia, outro sol, outro presente, um presente igual ao presente que passou e que se foi com o outro sol, do qual sinto falta. Mesmo muita falta...
Estou perdido, apenas com a teoria nas mãos, falta-me a prática, falta-me o amar seguro e consciente. O medo, do que o futuro me trará, faz-me esconder minha vontade todos os dias na cara feliz e animada. Pessoas vão e vêm como comboios numa estação, uns prometem ficar e partem outros chegam sem aviso nem hora. A hora de ponta dentro de mim torna-se repetitiva e a confusão adormece a lógica e a percepção do mundo que sempre tive. Estou talvez apodrecer lentamente como a madeira das linhas, apodreço por culpa deles (também) das térmitas que insistem em alimentar-se da minha podridão, da minha fraqueza. Por vezes sento-me ao sol, á espera do comboio que me virá talvez libertar, espero mas anoitece, fica frio e eu perco mais uma vez a esperança e volto novamente para casa desiludido com tudo.
Durmo devido ao cansaço, pois a vontade ficou no sonho que ainda está preso ao passado. Amanhã será outro dia, outro sol, outro presente, um presente igual ao presente que passou e que se foi com o outro sol, do qual sinto falta. Mesmo muita falta...
Obrigado pelos bocadinhos que fizeram com que o meu pensamento ficasse realmente no presente e não subjugado no passado.
Terça-feira, Agosto 22, 2006

Olhar no distante, no profundo lá longe do outro lado. Pensamento no que me constitui, no que me faz respirar, no sol que nasce ou até nas estrelas que brilham no negro.
O frio não existe, morreu aquecido pelo sentimento e pelo sol que nascem juntos para uma outra nova vida, sol raro este. Promete nunca se pôr. Será?!
Espero que sim..
Obrigado lua, por apesar de eu nem sempre te ver, estares aí. Obrigado!
“Aquele muito...” =)
Quinta-feira, Agosto 03, 2006
Nem eu tenho bem a certeza porque aqui estou, mas o facto é que aqui estou.
Noite tempestuosa a de hoje, não chove nem troveja mas mesmo assim não deixa de ser tempestuosa. Ando talvez perdido nas respostas de perguntas inquestionáveis ou nas perguntas onde se deva denotar certo sentido retórico. Estou meio zonzo, pareço um bêbado a cambalear por entres recordações breves ainda presentes no presente que já vai meio passado. Falei coisas que não devia falar, falei por instinto, fúria. Mas será que posso dormir no pensamento protector de tais acções, eu sou humano?! Ou deva eu pesar por ser humano?! Não te peço desculpa não o devo fazer seja humano ou até não, não te prometi que o negativo do tal humano não existisse. Se queres o humano ou o tal que se considera como humano a maldade e a beleza virão, de costas voltas entre si, mas virão.
Peço-te desculpa por não ter conseguido calar o sentimento que por infantilidade falou. Desculpa. Tentarei cala-lo na próxima noite de tempestade.
Noite triste a de hoje. Está tempestuosa (furiosamente) cá dentro...
E amanhã? Será que sim?!Obrigado por te teres tornado humana, por te apetecer chorar, obrigado por me agradeceres quando está sol.
Noite tempestuosa a de hoje, não chove nem troveja mas mesmo assim não deixa de ser tempestuosa. Ando talvez perdido nas respostas de perguntas inquestionáveis ou nas perguntas onde se deva denotar certo sentido retórico. Estou meio zonzo, pareço um bêbado a cambalear por entres recordações breves ainda presentes no presente que já vai meio passado. Falei coisas que não devia falar, falei por instinto, fúria. Mas será que posso dormir no pensamento protector de tais acções, eu sou humano?! Ou deva eu pesar por ser humano?! Não te peço desculpa não o devo fazer seja humano ou até não, não te prometi que o negativo do tal humano não existisse. Se queres o humano ou o tal que se considera como humano a maldade e a beleza virão, de costas voltas entre si, mas virão.
Peço-te desculpa por não ter conseguido calar o sentimento que por infantilidade falou. Desculpa. Tentarei cala-lo na próxima noite de tempestade.
Noite triste a de hoje. Está tempestuosa (furiosamente) cá dentro...
E amanhã? Será que sim?!Obrigado por te teres tornado humana, por te apetecer chorar, obrigado por me agradeceres quando está sol.
Terça-feira, Julho 25, 2006
coisas de coisos
Nem sempre os dias são de sol, mas parece que cada vez mais são os de chuva. Hoje sinto-me deveras distante e tempestuoso, tenho razões para sorrir, aliás para dar gargalhadas e por outro lado nem tanto. Mas nem falo desse outro lado, é a vida.
Falo de que podia dar gargalhadas mas sinto-me longe, longe porque falta aquela coisinha que só me sabe bater, “ofender”, que só sabe “pegar” comigo. Poderia descrever por palavras (pelo menos tentar) mas seria pouco. Passo os dias, com o chegar do comboio e uma saudade daquela ansiedade que me dá 15 minutos antes, na cabeça, parece já doença crónica (benéfica, mesmo muito benéfica). Bem, por muito que pudesse escrever não conseguiria descrever aquela coisinha, talvez o “bom da coisa” e a piada estejam mesmo aí na indiscritibilidade dessa coisinha, mas mesmo assim puxo pelas palavras que me saem insonsas. Para muitos sei que são apenas palavras, mas a tal coisinha irriquieta perceberá (são coisas de coisos).
Às vezes dou por mim a sonhar acordado, quem me vê, diz-me ciente do mundo e sensato mas eu estou tão, mas tão lá! Enfim, tantos sonhos.
Por vezes, até a vejo onde não está, vejo-a nos outros, mas devem ser certamente os sintomas da “doença” a sobressair.
Apenas quero que esta “doença” seja mesmo crónica e me acompanhe para o resto de meus dias e noites..Obrigado por tudo oblá!
Falo de que podia dar gargalhadas mas sinto-me longe, longe porque falta aquela coisinha que só me sabe bater, “ofender”, que só sabe “pegar” comigo. Poderia descrever por palavras (pelo menos tentar) mas seria pouco. Passo os dias, com o chegar do comboio e uma saudade daquela ansiedade que me dá 15 minutos antes, na cabeça, parece já doença crónica (benéfica, mesmo muito benéfica). Bem, por muito que pudesse escrever não conseguiria descrever aquela coisinha, talvez o “bom da coisa” e a piada estejam mesmo aí na indiscritibilidade dessa coisinha, mas mesmo assim puxo pelas palavras que me saem insonsas. Para muitos sei que são apenas palavras, mas a tal coisinha irriquieta perceberá (são coisas de coisos).
Às vezes dou por mim a sonhar acordado, quem me vê, diz-me ciente do mundo e sensato mas eu estou tão, mas tão lá! Enfim, tantos sonhos.
Por vezes, até a vejo onde não está, vejo-a nos outros, mas devem ser certamente os sintomas da “doença” a sobressair.
Apenas quero que esta “doença” seja mesmo crónica e me acompanhe para o resto de meus dias e noites..Obrigado por tudo oblá!
Terça-feira, Julho 18, 2006
Quem irá?! Quem chegará?!

Colo lá fora, no sol que se vai mas que deixar ficar o calor que me ataca e me subordina. Meus olhos colam nele, no grandalhão luminoso, meu pensamento na vida, no que fazer dela, em todas as promessas prometidas e nas que um dia acreditei.
Ele já se vai, ao contrario de mim que cá fico para as consequências da vida, das pessoas, das promessas, das identidades. Fico cá para os dissabores e para os doces acontecimentos que sonho que um dia aconteçam, fico à espera dos que vêm no próximo amanhã e fico a ver os outros ir quando diziam nunca partir.
Desde políticos de falsas verdades a viajantes de pouca bagagem e muita vontade de sair na paragem da minha vida, vou continuando a viver como posso, como quero, como tenho coragem (se calhar).
Enfim, o sol já se pôs e como eu previa a vida continua igual, talvez mais escura (talvez).
Bem, ta na hora. O comboio já se vê lá ao fundo, na ponte...
Quem irá?! Quem chegará?!
...
Enfim, o sol já se pôs e como eu previa a vida continua igual, talvez mais escura (talvez).
Bem, ta na hora. O comboio já se vê lá ao fundo, na ponte...
Quem irá?! Quem chegará?!
...
Sábado, Julho 15, 2006
cansado
Posso??
Posso ir e não voltar? Sabes, estou cansado. Cansado daquela já rotineira chávena(amarela) de café sempre à mesma hora, no mesmo sitio, cuja madeira que o veste tende a ficar salpicada de buracos pequenos e envelhecidos pelo tempo ( como eu), cansado do mesmo sol, do mesmo céu.
Queria ir.. com o vento, com o mar, ir para novos “chãos” , ver novas ondas, novos “sóis”. Quero sair daqui, de onde não me compreendem e de onde falam de mim como alguém decepcionante, sem conhecer o que vai em meu olhar, sem conhecer as razões que mandam minhas palavras falar e por vezes meu coração fraquejar. Se eles soubessem, o porquê. Se eles estivessem dentro de mim durante 5 (atentos) minutos, eles iriam entender.
Quero tanto ir, sem olhar para trás apenas levar aquilo e aquele/a(s) que está/estão em mim, leva-los para longe dos outros, dos tais que falam sem o conhecer.
Não te peço que venhas comigo isso seria muito injusto, peço-te que fiques feliz por eu ganhar coragem para ir.
Obrigado por tudo!
Fui (sem vergonha, medo ou receio)...
Posso ir e não voltar? Sabes, estou cansado. Cansado daquela já rotineira chávena(amarela) de café sempre à mesma hora, no mesmo sitio, cuja madeira que o veste tende a ficar salpicada de buracos pequenos e envelhecidos pelo tempo ( como eu), cansado do mesmo sol, do mesmo céu.
Queria ir.. com o vento, com o mar, ir para novos “chãos” , ver novas ondas, novos “sóis”. Quero sair daqui, de onde não me compreendem e de onde falam de mim como alguém decepcionante, sem conhecer o que vai em meu olhar, sem conhecer as razões que mandam minhas palavras falar e por vezes meu coração fraquejar. Se eles soubessem, o porquê. Se eles estivessem dentro de mim durante 5 (atentos) minutos, eles iriam entender.
Quero tanto ir, sem olhar para trás apenas levar aquilo e aquele/a(s) que está/estão em mim, leva-los para longe dos outros, dos tais que falam sem o conhecer.
Não te peço que venhas comigo isso seria muito injusto, peço-te que fiques feliz por eu ganhar coragem para ir.
Obrigado por tudo!
Fui (sem vergonha, medo ou receio)...
Domingo, Junho 18, 2006
Desculpa por gostar de ti, desculpa pela maneira como gosto de ti, desculpa pelo que faço e pelo que digo por gostar de ti...
Mas não posso evitar, gosto de ti...
Hoje foste sem te despedir, como o vento, vieste, abanaste e não seguraste, eu caí e tu seguiste.
Mas não posso evitar, gosto de ti...
Hoje foste sem te despedir, como o vento, vieste, abanaste e não seguraste, eu caí e tu seguiste.
Olhaste para trás pelo menos?!
A culpa talvez seja minha, talvez a culpa seja de gostar de ti, mas então se assim for avisa, não te prometo que deixe de gostar de ti, mas tentarei calar as palavras que fogem da boca para fora com a desculpa infantil de que gosto de ti, que fogem sabe-se lá porque...
Desculpa!!
Escrevo, só por escrever, sentado em frente ao computador, de certa maneira sozinho. Escrevo porque tenho necessidade, escrevo porque me dá certo prazer e até me alivia, como quem chega a casa depois de um dia de trabalho e se senta no sofá, depois de ter deixado à porta as pesadas preocupações do dia lá fora. Escrevo, desta vez sem uma inspiração certa, sem uma rajada de palavras aos pontapés que me inundam o pensamento, lutando vivamente entre si para decidir qual delas caracterizará a minha inspiração, escrevo apenas...
Ao escrever, abro as portas e a opinião sai, escrevo aquilo que no momento do qual me inspiro não sai da boca, parecendo que fica preso na vontade de dizer, nunca chegando atingir a acção de dizer!
Portanto escrevo, sobre mim, sobre a razão de escrever, sobre ti, sobre quem puxa as palavras de mim para que eu as escreva.
Pois escrevendo, grito ao mundo que aprendi a escrever, grito que sou alguém, que pertenço a algo ( do qual escrevendo tento que de alguma forma caía em mim qualquer tipo de iluminação quase surreal sobre o que esse algo será), grito o que não digo, grito as palavras discretas formadas pelas letras que aprendi quando aprendi a escrever, discretas mas sentidas!!No fundo...escrevo... =)
Ao escrever, abro as portas e a opinião sai, escrevo aquilo que no momento do qual me inspiro não sai da boca, parecendo que fica preso na vontade de dizer, nunca chegando atingir a acção de dizer!
Portanto escrevo, sobre mim, sobre a razão de escrever, sobre ti, sobre quem puxa as palavras de mim para que eu as escreva.
Pois escrevendo, grito ao mundo que aprendi a escrever, grito que sou alguém, que pertenço a algo ( do qual escrevendo tento que de alguma forma caía em mim qualquer tipo de iluminação quase surreal sobre o que esse algo será), grito o que não digo, grito as palavras discretas formadas pelas letras que aprendi quando aprendi a escrever, discretas mas sentidas!!No fundo...escrevo... =)
Sexta-feira, Junho 02, 2006
Incertezas,medo e pânico!
E, porque de incógnitas se tem verificado a minha vida, porque ela tem sido uma constante irrequieta confusão em que por vezes troveja enquanto faz sol me pergunto: e agora que mais virá?!
Porque será que dentro de mim parece existir algazarra sem qualquer ordem?! Só dilemas e questões que sem resposta se vão alimentando da minha incerteza. Espero pela chegada de meu bellerofron, espero enquanto me resta ar e vida.
Mas o que mais me custa não são as incertezas mas sim o medo. O medo de te perder, de acordar um dia e tudo ter sido um sonho, de que acorde e sinta o frio, que tem origem na outra metade da cama, que existe pela tua inexistência.Tenho medo de não ter mais tua alma para vasculhar nem teus olhos para decifrar, de não ter tua roupa para tirar ou tua voz para me aconchegar. Tenho medo de que vás e não voltes, mas tenho pânico de que nunca cá tenhas estado e tudo isto tenha sido eu a divagar nos meus medos, por algo que nunca existiu(em mim pelo menos)!
Porque será que dentro de mim parece existir algazarra sem qualquer ordem?! Só dilemas e questões que sem resposta se vão alimentando da minha incerteza. Espero pela chegada de meu bellerofron, espero enquanto me resta ar e vida.
Mas o que mais me custa não são as incertezas mas sim o medo. O medo de te perder, de acordar um dia e tudo ter sido um sonho, de que acorde e sinta o frio, que tem origem na outra metade da cama, que existe pela tua inexistência.Tenho medo de não ter mais tua alma para vasculhar nem teus olhos para decifrar, de não ter tua roupa para tirar ou tua voz para me aconchegar. Tenho medo de que vás e não voltes, mas tenho pânico de que nunca cá tenhas estado e tudo isto tenha sido eu a divagar nos meus medos, por algo que nunca existiu(em mim pelo menos)!
Sábado, Maio 27, 2006
A vida segue la fora
"Quando tu apareceste, eu estava esquecido
nos perdidos e achados da vida
mas sentia-me bem com a cabeça arrumada
não sentia falta de nada
Avisei-te à partida
que haver algo entre nós
era melhor ter cuidado
queria viver o presente
queria esquecer o passado
Portanto não me acuses da dor
que dizes sentir agora
deixa-me só no meu canto
a vida segue lá fora
Quando tu apareceste, eu estava a sair
dos perdidos e achados da dor
eu sentia-me bem com o corpo a descansar
dos altos e baixos do amor
Avisei-te à partida
que um caso entre nós
era sempre perigoso
o meu passado recente, tinha sido doloroso
Portanto, não me acuses da dor
que dizes sentir agora
deixa-me só no meu canto
a vida segue lá fora"
nos perdidos e achados da vida
mas sentia-me bem com a cabeça arrumada
não sentia falta de nada
Avisei-te à partida
que haver algo entre nós
era melhor ter cuidado
queria viver o presente
queria esquecer o passado
Portanto não me acuses da dor
que dizes sentir agora
deixa-me só no meu canto
a vida segue lá fora
Quando tu apareceste, eu estava a sair
dos perdidos e achados da dor
eu sentia-me bem com o corpo a descansar
dos altos e baixos do amor
Avisei-te à partida
que um caso entre nós
era sempre perigoso
o meu passado recente, tinha sido doloroso
Portanto, não me acuses da dor
que dizes sentir agora
deixa-me só no meu canto
a vida segue lá fora"
Lucia Moniz
Sexta-feira, Abril 28, 2006
corro
Corro, fujo do passado que julguei como um sonho! Agora apercebo-me que o sonho se tornou num pesadelo difícil de ultrapassar. Corro para tentar libertar de mim esta fúria e esta tristeza que me consome! Pergunto-me inúmeras vezes o porquê, a razão, mas parece não haver razão é assim a vida linda com toda a sua frieza.
Corro para libertar este suor que se acumula à demasiado tempo em mim, corro sob o sol quente que me tortura e me diz que desista. Mesmo assim insisto, mais um pouco, as dores intensificam mas a revolta enche-me de novo o peito de ar e as pernas quase que me pedem mais estrada. Quero fugir, agora, para sempre, para o incerto, não consigo olhar o presente por ainda pensar no passado( a revolta intensifica ainda mais)!
A razão diz-me que dê um salto para o presente e abandone o passado mas continuo pregado aquele chão que me fez sonhar e que agora me tortura e me faz chorar.
Sei que tenho que dar o salto mas faltam me as forças, talvez a coragem de abandonar aquele chão que ainda amo (revoltado, mas que ainda amo).
O sol encandeia meu olhar, os ruídos dos meus passos saltados no asfalto ecoam em meu pensamento, que mora longe de mim, bem longe! Junto a mim corre o rio com toda sua força, vontade de me fazer a ele não me falta mas sei que quanto mais fugir, pior será. Mas porque corro afinal?! Apesar de todas as incógnitas, mantenho-me na estrada, continuo a corrida, o fôlego já se torna doente, as pernas continuam a pedir-me estrada apesar da dores, que esqueço por momentos procurando o pensamento.
Após alguns quilómetros paro, sento-me na relva que me transmite calma e descanso, o quanto preciso dela! Fecho os olhos só por um bocado, só 5 segundos, só um pouco de descanso nada mais.O sol despede-se, ali sentado ao lado do rio que passa interminavelmente, decidi saltar para o presente, deixando morrer o passado! Agora só me resta saber se vou conseguir correr de volta, se conseguirei pisar o asfalto...
Corro para libertar este suor que se acumula à demasiado tempo em mim, corro sob o sol quente que me tortura e me diz que desista. Mesmo assim insisto, mais um pouco, as dores intensificam mas a revolta enche-me de novo o peito de ar e as pernas quase que me pedem mais estrada. Quero fugir, agora, para sempre, para o incerto, não consigo olhar o presente por ainda pensar no passado( a revolta intensifica ainda mais)!
A razão diz-me que dê um salto para o presente e abandone o passado mas continuo pregado aquele chão que me fez sonhar e que agora me tortura e me faz chorar.
Sei que tenho que dar o salto mas faltam me as forças, talvez a coragem de abandonar aquele chão que ainda amo (revoltado, mas que ainda amo).
O sol encandeia meu olhar, os ruídos dos meus passos saltados no asfalto ecoam em meu pensamento, que mora longe de mim, bem longe! Junto a mim corre o rio com toda sua força, vontade de me fazer a ele não me falta mas sei que quanto mais fugir, pior será. Mas porque corro afinal?! Apesar de todas as incógnitas, mantenho-me na estrada, continuo a corrida, o fôlego já se torna doente, as pernas continuam a pedir-me estrada apesar da dores, que esqueço por momentos procurando o pensamento.
Após alguns quilómetros paro, sento-me na relva que me transmite calma e descanso, o quanto preciso dela! Fecho os olhos só por um bocado, só 5 segundos, só um pouco de descanso nada mais.O sol despede-se, ali sentado ao lado do rio que passa interminavelmente, decidi saltar para o presente, deixando morrer o passado! Agora só me resta saber se vou conseguir correr de volta, se conseguirei pisar o asfalto...
Sábado, Abril 08, 2006
Acordar para a morte!
Acordei sem sentir teu respirar, procurei teu corpo na cama mas não o encontrei, já não estavas comigo! Foste embora com o vento! Meus medos tornaram-se realidade, foste para longe, e deixaste-me sem promessa de voltar, sem nada. Os dias escureciam sem tua presença, a vontade dissipava-se a cada suspiro. Tentei encontrar tua face em minha memória para tentar de alguma forma matar a saudade que me consumia e que me matava lentamente como se dum vírus mortal se trata-se. Cheguei a pensar no quanto odiava a minha vida sem ti, sem teus sorrisos, sem nossas discussões, sem teus abraços. A vida tornara-se numa luta que não conseguia vencer! Perguntei-me inúmeras vezes como era possível que tua ausência me afectasse tanto?! Esta era uma pergunta que me enerva-ve bastante, mas mesmo assim não conseguia largar a janela ou o telemóvel à espera de ti, de um descansar, de uma palavra que matasse todas as suposições que me torturavam a cada segundo que passava!
Enfim... Os dias passavam e a esperança ia com eles! Passei muitas tardes à beira mar a olhar o sol, lembrando-me dos nossos momentos ali passados e talvez estupidamente à espera que aparecesses e me abraçasses como se nada fosse. Sentia-me ridículo mas mesmo assim fazia-o!
Até que comecei acordar bastantes vezes de madrugada suado e ofegante cheio de dores no peito, dores agudas e prolongadas que mais pareciam facas a espetar por entre as costelas. Passado alguns minutos a dor acalmava mas como se começaram a tornar regulares, a pedido da Raquel, que ainda me visitava, fui ao médico.. Exames atrás de exames, lá descobriram que tenho uma patologia grave no coração.
Após 3 semanas internado os médicos dizem-me então que não me resta muito tempo de vida e que a qualquer momento meu coração pode desistir, da vida! É qualquer coisa a ver com o miocárdio mas nem sei explicar...
A Raquel coitada ainda luta por mim, ainda me tenta encorajar que vai tudo correr bem! Mas eu sei que não. Já não me resta muito e o que me resta tento passar para umas folhas que decoro com minhas palavras, enquanto ainda me sinto sóbrio.
Isto de estar as portas da morte traz-nos bastante consciência e lucidez e o que me tenho apercebido é que apesar de me teres abandonado ainda te amo como amava, apesar de toda a raiva ainda te quero, ainda desejo as tardes na praia. Se bem que agora só me resta mesmo isto, desejos e vontades. A realidade é que estou literalmente à espera que a morte chegue, preso a uma cama que nem sequer me pertence.
A cada dia que passa sinto-me um pedaço de mim morre, custa-me respirar e tenho dúzias de comprimidos para tomar todos os dias. Sabes bem como detesto comprimidos!
Sabes, o que mais me enerva é que ao ler estas folhas apercebo-me que tenho escrito, inconscientemente, tudo isto em forma de carta, como que se um dia tu lesses tudo isto!
Enfim, ao que já cheguei, pensar que um dia voltarias...
Tu partiste, e nem uma palavra de despedida, nem um beijo, nem um abraço me deste. Foste e não voltaste!
Afinal, ainda morreste tu primeiro que eu!
Enfim... Os dias passavam e a esperança ia com eles! Passei muitas tardes à beira mar a olhar o sol, lembrando-me dos nossos momentos ali passados e talvez estupidamente à espera que aparecesses e me abraçasses como se nada fosse. Sentia-me ridículo mas mesmo assim fazia-o!
Até que comecei acordar bastantes vezes de madrugada suado e ofegante cheio de dores no peito, dores agudas e prolongadas que mais pareciam facas a espetar por entre as costelas. Passado alguns minutos a dor acalmava mas como se começaram a tornar regulares, a pedido da Raquel, que ainda me visitava, fui ao médico.. Exames atrás de exames, lá descobriram que tenho uma patologia grave no coração.
Após 3 semanas internado os médicos dizem-me então que não me resta muito tempo de vida e que a qualquer momento meu coração pode desistir, da vida! É qualquer coisa a ver com o miocárdio mas nem sei explicar...
A Raquel coitada ainda luta por mim, ainda me tenta encorajar que vai tudo correr bem! Mas eu sei que não. Já não me resta muito e o que me resta tento passar para umas folhas que decoro com minhas palavras, enquanto ainda me sinto sóbrio.
Isto de estar as portas da morte traz-nos bastante consciência e lucidez e o que me tenho apercebido é que apesar de me teres abandonado ainda te amo como amava, apesar de toda a raiva ainda te quero, ainda desejo as tardes na praia. Se bem que agora só me resta mesmo isto, desejos e vontades. A realidade é que estou literalmente à espera que a morte chegue, preso a uma cama que nem sequer me pertence.
A cada dia que passa sinto-me um pedaço de mim morre, custa-me respirar e tenho dúzias de comprimidos para tomar todos os dias. Sabes bem como detesto comprimidos!
Sabes, o que mais me enerva é que ao ler estas folhas apercebo-me que tenho escrito, inconscientemente, tudo isto em forma de carta, como que se um dia tu lesses tudo isto!
Enfim, ao que já cheguei, pensar que um dia voltarias...
Tu partiste, e nem uma palavra de despedida, nem um beijo, nem um abraço me deste. Foste e não voltaste!
Afinal, ainda morreste tu primeiro que eu!
Your Winter
Onde a inspiração falha a música canta..
The grey ceiling on the earth
Well it's lasted for a while
Take my thoughts for what they're worth
I've been acting like a child
In your opinion, and what is that?
It's just a different point of view
What else, what else can I do?
I said I'm sorry, yeah I'm sorry.
I said I'm sorry , but what for?
If I hurt you then I hate myself
Don't want to hate myself, don't want to hurt you
Why do you chew your pain?
If you only knew how much I love you, love you
I won't be your winter
and I won't be anyone's excuse to cry
We can be forgiven
and I will be here
The old picture on the shelf
Well it's been there for a while
A frozen image of ourselves
We were acting like a child
Innocent and in a trance
A dance that lasted for a while
You read my eyes just like your diary,
oh remember, please remember
Well, I'm not a beggar, but what's more
If I hurt you, then I hate myself,
i don't wanna hate myself don't wanna hurt you
Why do you chew that pain?
If you only knew how much I love you, no
well I won't be your winter
I won't be anyone's excuse to cry
and We can be forgiven
and I will be here.
Sister Hazel
The grey ceiling on the earth
Well it's lasted for a while
Take my thoughts for what they're worth
I've been acting like a child
In your opinion, and what is that?
It's just a different point of view
What else, what else can I do?
I said I'm sorry, yeah I'm sorry.
I said I'm sorry , but what for?
If I hurt you then I hate myself
Don't want to hate myself, don't want to hurt you
Why do you chew your pain?
If you only knew how much I love you, love you
I won't be your winter
and I won't be anyone's excuse to cry
We can be forgiven
and I will be here
The old picture on the shelf
Well it's been there for a while
A frozen image of ourselves
We were acting like a child
Innocent and in a trance
A dance that lasted for a while
You read my eyes just like your diary,
oh remember, please remember
Well, I'm not a beggar, but what's more
If I hurt you, then I hate myself,
i don't wanna hate myself don't wanna hurt you
Why do you chew that pain?
If you only knew how much I love you, no
well I won't be your winter
I won't be anyone's excuse to cry
and We can be forgiven
and I will be here.
Sister Hazel
Quinta-feira, Abril 06, 2006
Sono estreladamente laranja!
O sol põe-se agora! Está cansado tal como eu. Quase a desaparecer de mais um dia monótono, como já se torna habitual, apesar disso meu olhar não desprende de sua cor, laranja morta que magoa meus nervos ópticos, que pinta meu quarto. Mesmo assim continuo a observá-lo enfrentando todos os revés! Mais tarde quando dou conta e volto à realidade, é noite e dormi nos meus pensamentos!Hoje não janto, não quero. As estrelas uma a uma lá vão nascendo no céu, a lua, essa já lá esta à muito tempo, desde cedo impôs sua posição! De repente descubro a minha cama em meu canto pequeno mas meu, ela jaz ali, desfeita! Deito-me descoberto, a roupa escassa em meu corpo, faz calor, nem mesmo com a janela aberta e os incontáveis litros de água consumidos apago este calor! Entretanto minhas mãos seguram minha cabeça enquanto meu olhar fica preso nas estrelas na sua luz e nas formas que elas conjugadas criam!Vejo em cada uma delas um sorriso teu, por cada sorriso te dou um abraço, imaginário mas sentido! Enfim como pode ser tão piegas isto tudo! O olhar continua preso nas estrelas e na vida! Preso em quem me faz viver! Preso em quem faz parte de mim...Elas dizem-me suas verdades, as minhas? Sim, talvez!! Uma pequena aragem sussurra-me ao ouvido que não vivo sem ti...bla bla bla!!! Sempre a mesma conversa, estou farto! Existem muitos pontos de interrogação, demasiados! Como isso me enerva...porque não é tudo pontos finais e exclamações certas e leais?? enfim a raiva a nada me conduz a não ser à frustração que já abunda em tudo e todos!O rádio velho pisca em verde as horas! como sei? experiência...não fui capaz de tirar os olhos da noite mas sei que ele continua a piscar melodicamente, ele esta lá, eu sei!!Como o tempo passa o quarto aclara aos poucos! O sol meio tímido e tal lá vai aparecendo!! Hoje finalmente descansei!Bom dia! Fui para a vida e volto logo...
Talvez!
Domingo, Fevereiro 19, 2006
Chove lá fora, chove como nunca! Aliado à chuva vem o vento forte e frio, que luta contra aquela palmeira do outro lado da rua, com sua força ele tenta arrancar sua vida... Algo que se revela dificil, pois ela jaz ali à demasiado tempo, as suas raízes estao muito profundas! Um cenario que se assemelha a uma amizade pura, em que quando suas raizes estao bem protegidas pela terra nada a move, nem o pior dos tornados, nem o pior dos sismos.
Eu adoro ver a chuva a cair, sentir o seu cheiro na terra...aquele cheiro molhado e fresco. Apesar da tempestade minha janela continua aberta não sei porque razao gosto de sentir as gotas de agua no parapeito de minha janela talvez seja pela sensaçao de liberdade que me da ao entrar no meu mundo! Entretanto a tempestade acalma, apenas chove normalmente apesar disso o cheiro continua assim como a janela molhada continua aberta... De repente apercebo-me de que a música nao poderia deixar de estar presente rapidamente me chego ao gira-discos, perco-me entre discos velhos e novos, e por fim lá tiro um do armário, que apesar de empoeirado e velho inda sobrevive... A musica começa assim como a chuva se intensifica, os acordes da guitarra dançam com o cair da chuva, as ondas sonoras da coluna que saiem do quarto colidem com o cheiro da terra molhada que entra!! Pergunto-me como é que um simples composto quimíco, uma junção de 3 átomos conseguem fazer meu olhar brilhar e minha consciencia existencial descobrir novos ideais... São já 2 da manha apesar do frio que se faz sentir a janela continua aberta, a música repete-se interminavelmente e a vontade de dormir dissipou-se à muito. O cheiro continua impregnado em meu quarto, em minhas roupas... já nao chove apenas escorrem umas gotas da persiana. Meu olhar congelou la fora no céu observo sua cor que pende entre o preto e o azul escuro, pergunto-me como será sua textura?! Como será tocar-lhe?!? Apercebo-me que a chuva e a musica unem-se de uma forma quase magica, de uma forma que eu nunca tinha visto! chove cada vez mais, o cheiro intensifica-se, o ceu veste-se finalmente todo de preto, as gotas entram-me pelo quarto... o cheiro... esse ficará para sempre em mim! Por fim acalma, foi só um momento de raiva, a música acompanha com a subtileza de um violino, que passado poucos minutos se cala... o silêncio toma conta de meu quarto apenas tenho a luz do computador a brilhar-me nos olhos, um radio ja velho que pisca as horas e o gira discos que acompanha este chiando metricamente... tudo esta em sintonia. Consigo ouvir o silêncio em mim, apesar dos trovoes que aclareiam a noite e rasgam o silencio que a chuva acarreta. O frio aumenta, a temperatura diminui, é tempo de ir a cama quieta a meu lado me espera para mais uma noite... ate amanha... chuva... espero ver-te novamente... sentir-te enquanto atravesso a ponte ou quando fecho os olhos...ate amanha!
Eu adoro ver a chuva a cair, sentir o seu cheiro na terra...aquele cheiro molhado e fresco. Apesar da tempestade minha janela continua aberta não sei porque razao gosto de sentir as gotas de agua no parapeito de minha janela talvez seja pela sensaçao de liberdade que me da ao entrar no meu mundo! Entretanto a tempestade acalma, apenas chove normalmente apesar disso o cheiro continua assim como a janela molhada continua aberta... De repente apercebo-me de que a música nao poderia deixar de estar presente rapidamente me chego ao gira-discos, perco-me entre discos velhos e novos, e por fim lá tiro um do armário, que apesar de empoeirado e velho inda sobrevive... A musica começa assim como a chuva se intensifica, os acordes da guitarra dançam com o cair da chuva, as ondas sonoras da coluna que saiem do quarto colidem com o cheiro da terra molhada que entra!! Pergunto-me como é que um simples composto quimíco, uma junção de 3 átomos conseguem fazer meu olhar brilhar e minha consciencia existencial descobrir novos ideais... São já 2 da manha apesar do frio que se faz sentir a janela continua aberta, a música repete-se interminavelmente e a vontade de dormir dissipou-se à muito. O cheiro continua impregnado em meu quarto, em minhas roupas... já nao chove apenas escorrem umas gotas da persiana. Meu olhar congelou la fora no céu observo sua cor que pende entre o preto e o azul escuro, pergunto-me como será sua textura?! Como será tocar-lhe?!? Apercebo-me que a chuva e a musica unem-se de uma forma quase magica, de uma forma que eu nunca tinha visto! chove cada vez mais, o cheiro intensifica-se, o ceu veste-se finalmente todo de preto, as gotas entram-me pelo quarto... o cheiro... esse ficará para sempre em mim! Por fim acalma, foi só um momento de raiva, a música acompanha com a subtileza de um violino, que passado poucos minutos se cala... o silêncio toma conta de meu quarto apenas tenho a luz do computador a brilhar-me nos olhos, um radio ja velho que pisca as horas e o gira discos que acompanha este chiando metricamente... tudo esta em sintonia. Consigo ouvir o silêncio em mim, apesar dos trovoes que aclareiam a noite e rasgam o silencio que a chuva acarreta. O frio aumenta, a temperatura diminui, é tempo de ir a cama quieta a meu lado me espera para mais uma noite... ate amanha... chuva... espero ver-te novamente... sentir-te enquanto atravesso a ponte ou quando fecho os olhos...ate amanha!
*abraço*
Sábado, Fevereiro 18, 2006
Vi-te... estavas ali a um toque de distância, a um curto passo de te sentir...falavas com alguém...passei e ignorei-te... enfim... como me arrependo...
Em meu pensamento te sigo, procuro-te deseperadamente sonho duma perseguição quase melódica em que também me segues, me vigias... quando estamos juntos falamos de tudo menos do que interessa, conversas infantis e de ocasiao, como odeio essas conversas...nossos olhares cruzam-se no infinito...olhas-me como te olho...quero passar algo mas não consigo tenho medo do que virá...de teu olhar, talvez de ti quem sabe... a música torna-se repetitiva, estou farto mas não a consigo deixar, ela está demasiado em mim... cala-la seria suicidar-me... algo já meditado...
Ela mágicamente solta nas notas meu estado de espirito... minha coragem, meu pensamento...torno-me parte dela, de sua métrica...entre notas me espelho...
Tu entras em mim...sem minha permissao... invades-me com teu toque cortante e teu olhar devastador... tenho medo... de ti... de que teu sorriso se transforme em meu cavalo de tróia... quero desistir mas não consigo assim como a música não pára e se repete infinitamente... infinitamente... gelo com teu sorriso...
Adormeço... mais uma vez estás em meu sonho, novamente naquela sequência de perseguições e conversas que tento que não aconteçam... sigo-te... percorres a estrada... levas-me para o incerto, assim como este texto deixas-me muitas reticências... demasiadas... talvez tudo se resuma a isto... a nada mais que reticências... demasiadas...
A música continua... as notas do piano... torturam-me... porque as assemelho a meus sonhos... agora já não quero mais dormir... faz-me mal... mata-me lentamente!!
Meus olhos pedem descanso, meu coracao não cede ele sabe que não aguentará outro sono... outra noite... por fim já com analgésicos adormeço... meu coraçao deixa de bater as 3 da manha... morri... a música finalmente acabou... chove lá fora... o sol já se pôs... o piano calou-se... as correntes que me aprisionavam a ti partiram-se enferrujadas... morri... morri... para ti...
Em meu pensamento te sigo, procuro-te deseperadamente sonho duma perseguição quase melódica em que também me segues, me vigias... quando estamos juntos falamos de tudo menos do que interessa, conversas infantis e de ocasiao, como odeio essas conversas...nossos olhares cruzam-se no infinito...olhas-me como te olho...quero passar algo mas não consigo tenho medo do que virá...de teu olhar, talvez de ti quem sabe... a música torna-se repetitiva, estou farto mas não a consigo deixar, ela está demasiado em mim... cala-la seria suicidar-me... algo já meditado...
Ela mágicamente solta nas notas meu estado de espirito... minha coragem, meu pensamento...torno-me parte dela, de sua métrica...entre notas me espelho...
Tu entras em mim...sem minha permissao... invades-me com teu toque cortante e teu olhar devastador... tenho medo... de ti... de que teu sorriso se transforme em meu cavalo de tróia... quero desistir mas não consigo assim como a música não pára e se repete infinitamente... infinitamente... gelo com teu sorriso...
Adormeço... mais uma vez estás em meu sonho, novamente naquela sequência de perseguições e conversas que tento que não aconteçam... sigo-te... percorres a estrada... levas-me para o incerto, assim como este texto deixas-me muitas reticências... demasiadas... talvez tudo se resuma a isto... a nada mais que reticências... demasiadas...
A música continua... as notas do piano... torturam-me... porque as assemelho a meus sonhos... agora já não quero mais dormir... faz-me mal... mata-me lentamente!!
Meus olhos pedem descanso, meu coracao não cede ele sabe que não aguentará outro sono... outra noite... por fim já com analgésicos adormeço... meu coraçao deixa de bater as 3 da manha... morri... a música finalmente acabou... chove lá fora... o sol já se pôs... o piano calou-se... as correntes que me aprisionavam a ti partiram-se enferrujadas... morri... morri... para ti...
Domingo, Fevereiro 12, 2006
o dito cujo...
AMOR!! Que palavra tao forte... tao carismática mas no entanto tao vandalizada e tao ordinarizada... Ontem, ja estava quase a fechar os olhos quando cheguei à conclusao que também amo... " amo para começar amar" , "amo sem amar", sem saber onde, como, ou porque...amo nao dessa forma vulgar...apenas amo... sei que te amo apenas sei isso...tornou-se claro na minha mente e talvez na minha consciencia!! como isso aconteceu nao sei...talvez estivesse preso no meu incosciente e agorapassou para o consciente,devido ao descuido deste ou à sua perspicácia...nao sei se hei-de agradecer ou odiar quem deixou passar este bicho que nos enche por dentro...que nos corroi duma forma mortalmente psicologica!
Amar...sera esta a minha salvaçao ou a minha morte?! Com a sua passagem...veio tambem a incerteza, a desconfiança, o medo... Medo da traiçao dum amor falso...medo do desconhecido...do futuro, do presente...
Amo-te sem te conhecer, apenas te amo...acredito nisso tao profundamente que morreria para to provar! morreria para que soubesses quem sou, para que me descobrissese e eu a ti...sei que provavelmente um dia te irei achar ou talvez nao...Gostava que soubesses o que sinto, gostava de me perder no teu olhar, no pôr do sol a teu lado, num mergulho nas profundezas do sono...de acordar a teu lado com teu cheiro em minhas roupas, uma felicidade inimaginável e um medo torturoso...medo de um dia nao ter teu cheiro na almofada...de nao ter teu olhar quando abro os olhos...
Tenho medo do que nunca tive...sinto medo de um dia perder aquilo que nunca senti...
Agora apenas me resta uma incerteza...a de tua identidade...
Amar...sera esta a minha salvaçao ou a minha morte?! Com a sua passagem...veio tambem a incerteza, a desconfiança, o medo... Medo da traiçao dum amor falso...medo do desconhecido...do futuro, do presente...
Amo-te sem te conhecer, apenas te amo...acredito nisso tao profundamente que morreria para to provar! morreria para que soubesses quem sou, para que me descobrissese e eu a ti...sei que provavelmente um dia te irei achar ou talvez nao...Gostava que soubesses o que sinto, gostava de me perder no teu olhar, no pôr do sol a teu lado, num mergulho nas profundezas do sono...de acordar a teu lado com teu cheiro em minhas roupas, uma felicidade inimaginável e um medo torturoso...medo de um dia nao ter teu cheiro na almofada...de nao ter teu olhar quando abro os olhos...
Tenho medo do que nunca tive...sinto medo de um dia perder aquilo que nunca senti...
Agora apenas me resta uma incerteza...a de tua identidade...
aquela...
Todos os dias acordo e todos os dias a observo...ela continua ali inerte igual ao dia anterior...mas mesmo assim fico ali a aprecia-la como se fosse a primeira vez...
O sol inda meio escondido acompanha sua trajectoria com sua luz... depois da ritualidade ja rotineira que se torna meu acordar..saio de casa em direcçao a ela! nao demoro muito tempo ate que, entre dentro de seu corpo, vou a ouvir musica no mp3, algo que ja se torna habito, tão alto que meus orgãos auditivos ficam presos pelas notas cuspidas pelo piano, vou a ouvir um instrumental...onde apenas existe o piano e as maos que o acompanham numa especie de dança...
Já dentro dela apercebo-me da sua vida, dos que ali passam sem darem conta da sua existencia...Ela apesar de me torturar torna-se indispensavel para a minha rotineira ritualidade...tortura-me indirectamente por deixar que os frios ventos e a quente poluiçao me atinjam... mesmo assim sou incapaz de não apreciar sua imponência! Inda a meio da musica olho para tras para a poder ver... Sobrevivi a mais uma passagem, olho talvez para me despedir para dizer até amanha ou ate nunca mais...eu passo assim como todos, mas ela fica ali... inanimada e morta...a ponte...
O sol inda meio escondido acompanha sua trajectoria com sua luz... depois da ritualidade ja rotineira que se torna meu acordar..saio de casa em direcçao a ela! nao demoro muito tempo ate que, entre dentro de seu corpo, vou a ouvir musica no mp3, algo que ja se torna habito, tão alto que meus orgãos auditivos ficam presos pelas notas cuspidas pelo piano, vou a ouvir um instrumental...onde apenas existe o piano e as maos que o acompanham numa especie de dança...
Já dentro dela apercebo-me da sua vida, dos que ali passam sem darem conta da sua existencia...Ela apesar de me torturar torna-se indispensavel para a minha rotineira ritualidade...tortura-me indirectamente por deixar que os frios ventos e a quente poluiçao me atinjam... mesmo assim sou incapaz de não apreciar sua imponência! Inda a meio da musica olho para tras para a poder ver... Sobrevivi a mais uma passagem, olho talvez para me despedir para dizer até amanha ou ate nunca mais...eu passo assim como todos, mas ela fica ali... inanimada e morta...a ponte...
Domingo, Fevereiro 05, 2006
Adoro sentir o silêncio... sentir suas palavras,seus sussurros...adoro quando ele me olha e silênciosamente me percebe, e me transmite... silêncio...É bom saber ouvir o silêncio ouvir seus conselhos!
Não significa que por ouvir o silêncio esteja na escuridão, acho que ao ouvir o que ele me diz apenas cresço... É tão bom ouvir o silêncio... melhor ainda é estar com alguém que precisa do mesmo silêncio que nós, em que não precisamos de palavras ou gestos para que sejamos entendidos e de certa forma amados...esse silêncio é o espelho de uma confiança cega e inabalável que ninguém ousa questionar!
Adoro também sentir o silêncio...da chuva...esse que nos bate a janela enquanto dormimos ou fingimos dormir...que nos pede para entrar para partilhar seu silêncio conosco...que nos pede abrigo do vento que o desencaminha e o destrói atirando-o contra a estrada fria e inanimada...
É bom ouvir o silêncio, ouvir a chuva, ouvir uma flôr acordar, ouvir o vento na sua luta contra tudo e todos...ao ouvi-los apercebo-me de que eles também sentem também amam e também odeiam...pois nao há morte sem vida, nem o certo sem o incerto, assim como ninguém ama sem odiar...
Gosto de apreciar a vida e os que fazem parte desta...gosto de ver uma criança a brincar mas gosto mais ainda de apreciar a futilidade e a incerteza constante que é o homem...que diz amar sem o sentir...que diz bem quando odeia e inveja...
Enfim...é este o homem, o ser humano...mesquinho e selvagem...achando-se superior à raça animal e no entanto não mata para comer mas sim por prazer... discrimina o seu semelhante e pisa o seu amigo...
Talvez devessemos todos ouvir a chuva, ouvir o silêncio...para que deixemos de ser surdos e estejamos realmente vivos...
Obrigado me ouvires...é uma honra ouvirte...
Não significa que por ouvir o silêncio esteja na escuridão, acho que ao ouvir o que ele me diz apenas cresço... É tão bom ouvir o silêncio... melhor ainda é estar com alguém que precisa do mesmo silêncio que nós, em que não precisamos de palavras ou gestos para que sejamos entendidos e de certa forma amados...esse silêncio é o espelho de uma confiança cega e inabalável que ninguém ousa questionar!
Adoro também sentir o silêncio...da chuva...esse que nos bate a janela enquanto dormimos ou fingimos dormir...que nos pede para entrar para partilhar seu silêncio conosco...que nos pede abrigo do vento que o desencaminha e o destrói atirando-o contra a estrada fria e inanimada...
É bom ouvir o silêncio, ouvir a chuva, ouvir uma flôr acordar, ouvir o vento na sua luta contra tudo e todos...ao ouvi-los apercebo-me de que eles também sentem também amam e também odeiam...pois nao há morte sem vida, nem o certo sem o incerto, assim como ninguém ama sem odiar...
Gosto de apreciar a vida e os que fazem parte desta...gosto de ver uma criança a brincar mas gosto mais ainda de apreciar a futilidade e a incerteza constante que é o homem...que diz amar sem o sentir...que diz bem quando odeia e inveja...
Enfim...é este o homem, o ser humano...mesquinho e selvagem...achando-se superior à raça animal e no entanto não mata para comer mas sim por prazer... discrimina o seu semelhante e pisa o seu amigo...
Talvez devessemos todos ouvir a chuva, ouvir o silêncio...para que deixemos de ser surdos e estejamos realmente vivos...
Obrigado me ouvires...é uma honra ouvirte...
Quarta-feira, Fevereiro 01, 2006

Aquele sitio...onde a natureza unida se concentra de uma forma unica e inexistencial...é naquele lugar a que tenho a honra de chamar paraíso...aí me limpo da lama da vida aí me purifico e me inspiro para partir para a batalha...a batalha da vida que nos enfrenta sob a forma de obstaculos e de pessoas que parecem marionetas dela..da vida...talvez seja por esse recanto do mundo que sou eu aquilo que sou, alguem que hoje agradece por existir..pois faço de certa forma parte desse paraíso...Façom parte tambem daquelas pedras, geladas pelo mundo a que chamo o meu ponto quente...o meu , sim o meu..talvez seja muita arrogancia minha desejar como minhas aquelas pedras, aquele ponto...mas sinto que de alguma forma essa pedras estao dentro de mim e eu lhes pertenco como pessoa,como sonhador e como apaixonado, por esse paraíso, onde elas jazem...desprotegidas, ao frio, mas... tambem por alguns momentos quentes e confortaveis... tornam-se assim por causa das pessoas que nelas sentadas sonham, cantam,amam e criam a sua vida em sua mente...É nessas pedras sentado, que imagino minha vida, a minha batalha que espero vencer àqueles... nessas pedras que vejo o sol renascer para mais um dia para mais uma batalha...e penso que talvez valha a pena tambem renascer todos os dias..e lutar para que a batalha seja vencida e o descanso no final seja realmente merecido... e talvez um dia quando tambem presenciares este paraíso, possas fazer parte dele como fazes parte de mim...talvez possas aliar-te a mim nesta luta que enfrento todos os dias...talvez juntos consigamos vencer aqueles... sei que com o teu amor e com a beleza que tens escondida dentro de ti os venceremos...so me resta saber se e comigo que queres partilhar as tuas armas,teus escudos e teus pontos fracos...gostava que me dizesses para que nao espere por algo que nunca terei...mas...para que isso aconteca..para que vençamos juntos,para que teus escudos e tuas defesas sejam o meu castelo e meus o teu... preciso finalmente de te encontrar..de te achar no meio da multidao no meio do deserto que é a minha vida sem ti...um deserto sem agua nem esperança...amarelo e torrado pelo sol...que me tortura a cada dia que passa assim como tu me torturas por nao estares junto a mim no meu paraíso verde e alegre..vivo e a meu lado... agora e sempre...pois ele nunca me abandonará assim como eu quando te descobrir nunca te abandonarei... tu de teu nome...
Terça-feira, Janeiro 24, 2006
Segunda-feira, Janeiro 23, 2006
Para quê o mundo,quando existes..
Para que desejarmos o mundo?! ... Quando podemos ter sua luz e sua beleza... Para que desejarmos o mundo... Quando podemos olhar uma flor molhada pela chuva fria que hidrata sua alma quando assim o pode, quando podemos ver as ondas do mar na sua luta contra as rochas que dormem na praia levando a areia como arma e sua raiva como razao...para que o mundo?? é insensato pedir o mundo...
Eu nao quero o mundo... Eu desejo sim o que ele contém, é essa a minha meta... Nao desejo ter a chuva nem o mar ou a alegria de um passaro a cantar... Desejo antes que a chuva me lave sempre que eu assim o precisar, desejo que o mar me aconselhe com sua sabedoria e me defenda com sua força, desejo também... tua pessoa...nao fisicamente, nao unicamente como companhia de uma vida inutil e ordinária... mas sim para poder descobrir todos os dias o calor da chuva, o amor do mar... descobrir-te sem limites...descobrir tua mente entrar dentro de ti, aprender contigo, apaixonar-me contigo, sonhar teus sonhos e viver em tua vida... quero fazer parte de tua sobrevivencia como ja fazes parte da minha...fechar os olhos e deixar-me levar pelo vento e pelo mar se a meu lado estiveres... em ti confio minha vida e talvez meu destino incognito...minha amizade tua sera para sempre, e meu amor eternamente...
Talvez fosse mais facil pedir o mundo...talvez eu esteja a desejar o impossivel ou talvez o impossivel nao sobreviva ao calor de meu amor, à força das ondas da minha alma e à beleza da minha esperança . . . e . . . seja vencido. . .
Eu nao quero o mundo... Eu desejo sim o que ele contém, é essa a minha meta... Nao desejo ter a chuva nem o mar ou a alegria de um passaro a cantar... Desejo antes que a chuva me lave sempre que eu assim o precisar, desejo que o mar me aconselhe com sua sabedoria e me defenda com sua força, desejo também... tua pessoa...nao fisicamente, nao unicamente como companhia de uma vida inutil e ordinária... mas sim para poder descobrir todos os dias o calor da chuva, o amor do mar... descobrir-te sem limites...descobrir tua mente entrar dentro de ti, aprender contigo, apaixonar-me contigo, sonhar teus sonhos e viver em tua vida... quero fazer parte de tua sobrevivencia como ja fazes parte da minha...fechar os olhos e deixar-me levar pelo vento e pelo mar se a meu lado estiveres... em ti confio minha vida e talvez meu destino incognito...minha amizade tua sera para sempre, e meu amor eternamente...
Talvez fosse mais facil pedir o mundo...talvez eu esteja a desejar o impossivel ou talvez o impossivel nao sobreviva ao calor de meu amor, à força das ondas da minha alma e à beleza da minha esperança . . . e . . . seja vencido. . .
Quinta-feira, Janeiro 19, 2006
quando te olho esqueço me de respirar...tu de teu nome...
Quando te vejo, sinto-te...
Quando te olho esqueço-me de respirar, torno-me mudo e atento a tuas feiçoes... tento adivinhar teus pensamentos para alem daqueles que me confidencias, tentando encontrar em ti uma maneira de te conhecer com esperança de nunca realmente te conhecer, uma porta, uma janela, algo por onde possa fugir daqueles... e me esconder da tempestade da vida que me tenta atingir de uma forma fria e impiedosa... nao te conheco como gostaria, nao te falo como queria...mas sinto-te como nunca havia sentido ninguem...sinto-te em cada palavra que soas em cada frase que me escreves... sinto-te... sem te conhecer... daquela maneira...
aquela em que nao te quero realmente conhecer!! nao sei como nem porque estas em mim, mesmo sem estares a meu lado ou sem te conseguir ver !!
Incrivel como consigo sentir a tua falta sem te ter, sem te falar com a gentileza que gostaria... sem te ter a meu lado nas noites de tempestade frias e inconfortaveis...sem te ter pessoalmente quando me sinto a deixar levar...
Por isso te agradeço... por tares em mim...por me fazeres melhorar todos os dias com a tua pessoa e com tuas palavras...obrigado por tudo...tu de teu nome...
Quando te olho esqueço-me de respirar, torno-me mudo e atento a tuas feiçoes... tento adivinhar teus pensamentos para alem daqueles que me confidencias, tentando encontrar em ti uma maneira de te conhecer com esperança de nunca realmente te conhecer, uma porta, uma janela, algo por onde possa fugir daqueles... e me esconder da tempestade da vida que me tenta atingir de uma forma fria e impiedosa... nao te conheco como gostaria, nao te falo como queria...mas sinto-te como nunca havia sentido ninguem...sinto-te em cada palavra que soas em cada frase que me escreves... sinto-te... sem te conhecer... daquela maneira...
aquela em que nao te quero realmente conhecer!! nao sei como nem porque estas em mim, mesmo sem estares a meu lado ou sem te conseguir ver !!
Incrivel como consigo sentir a tua falta sem te ter, sem te falar com a gentileza que gostaria... sem te ter a meu lado nas noites de tempestade frias e inconfortaveis...sem te ter pessoalmente quando me sinto a deixar levar...
Por isso te agradeço... por tares em mim...por me fazeres melhorar todos os dias com a tua pessoa e com tuas palavras...obrigado por tudo...tu de teu nome...
Sábado, Janeiro 07, 2006
Tu...
Tu...
Sim tu que tanto procuro, onde estas? quero saber, diz-me!
Tu que estas dentro de mim, tu que sabes o que penso e o que sinto sem que seja preciso relatar-te minhas confidencias, tu que entras em meus sonhos sem qualquer identidade passando so como um vulto por mim enquanto me salvas dos montros que minha consciencia personifica neles,aqueles que um dia me quiseram destruir...
tu...apenas tu...
Procurote por todo lado e em todos, tu que tanto espero e anseio, sim tu..que me salvaras deste sofrimento de nao te ter...a ti que amo dedico a minha vida apesar de nao reconhecer tua face teu corpo ou teu beijo sei que é a ti que minha alma e vida pertencem...
Tu... por ti deliro nas noites febris e contigo sonho sem te conhcer...diz-me quem es!exijo! aparece...vem ate mim...
e se tu?nao existes...afinal com quem tenho sonhado e a quem tenho dedicado minha vida? talvez a alguem que nao existe mas que eu quero que exista?!nao sei estou confuso, sem saber que pensar ou fazer...
Sera que tu...és quem penso?! sera que ja te tive... sera que ja te rejeitei...provavelmente sim...mas se esse anjo es tu...perdoa-me... vem ate mim novamente...quero-te muito quero sentir-te a meu lado na beleza do por do sol ou na beleza dum rio que leva tudo que deseja ser levado ou por vezes nao... mas afinal quem es tu?
diz-me quem és....quero-te...te gosto...
Sim tu que tanto procuro, onde estas? quero saber, diz-me!
Tu que estas dentro de mim, tu que sabes o que penso e o que sinto sem que seja preciso relatar-te minhas confidencias, tu que entras em meus sonhos sem qualquer identidade passando so como um vulto por mim enquanto me salvas dos montros que minha consciencia personifica neles,aqueles que um dia me quiseram destruir...
tu...apenas tu...
Procurote por todo lado e em todos, tu que tanto espero e anseio, sim tu..que me salvaras deste sofrimento de nao te ter...a ti que amo dedico a minha vida apesar de nao reconhecer tua face teu corpo ou teu beijo sei que é a ti que minha alma e vida pertencem...
Tu... por ti deliro nas noites febris e contigo sonho sem te conhcer...diz-me quem es!exijo! aparece...vem ate mim...
e se tu?nao existes...afinal com quem tenho sonhado e a quem tenho dedicado minha vida? talvez a alguem que nao existe mas que eu quero que exista?!nao sei estou confuso, sem saber que pensar ou fazer...
Sera que tu...és quem penso?! sera que ja te tive... sera que ja te rejeitei...provavelmente sim...mas se esse anjo es tu...perdoa-me... vem ate mim novamente...quero-te muito quero sentir-te a meu lado na beleza do por do sol ou na beleza dum rio que leva tudo que deseja ser levado ou por vezes nao... mas afinal quem es tu?
diz-me quem és....quero-te...te gosto...
Quarta-feira, Janeiro 04, 2006
talvez...
Talvez...
talvez devas sair para o mundo e deixar esse teu canto escuro e frio que tanto gostas de fazer ver que é limpo e asseado...talvez seja tempo de descobrires a vida deixares-te levar pelo vento pelas ondas do mar...
Esperas algo que nao sabes se aparecera ou se ja apareceu e simplesmente o afugentaste, e ele apesar de te amar tenta todos os dias nao te recordar para nao cair na tentaçao de um dia voltar... Talvez seja tempo de seres tu a sua salvaçao e ires tu a seu encontro e o devas procurar para lhe transmitir simplesmnte um olhar...Talvez nesse dia saias do teu canto, descubras a vida sem medo do mar ou do vento sem medo do sol ou da alegria de uma flor, é certo que para que vivas teras que sofrer mas se tiveres viva e com teu coraçao completo que razoes tens para nao sorrir, para seres feliz?!...
sabes... eu tambem ja tive nesse canto, nessa escuridao, hoje posso dizer que estou vivo graças as pessoas que com a sua sabedoria e sensatez e com a sua inocencia e pureza me bateram para que abrisse os olhos quando nao queria ver a luz do sol...a essas pessoas dedico minha vida e minha felicidade...assim como com a alegria de saber que estou vivo mas principalmente que sei viver, enquanto espero um olhar, uma mao, um abraço.... Talvez nunca estejamos juntos, talvez nunca o devessemos estar...ou talvez deviamos...
É assim a vida feita de luz e de alegria mas tambem de tristeza e sofrimento...agora diz me tu sera que queres viver e enfrentar a vida em vez de te acobardares esperando algo que sabes que nunca vira e encontrando no sofrimento uma desculpa para nao abrires os olhos e viveres...
um amigo...
talvez devas sair para o mundo e deixar esse teu canto escuro e frio que tanto gostas de fazer ver que é limpo e asseado...talvez seja tempo de descobrires a vida deixares-te levar pelo vento pelas ondas do mar...
Esperas algo que nao sabes se aparecera ou se ja apareceu e simplesmente o afugentaste, e ele apesar de te amar tenta todos os dias nao te recordar para nao cair na tentaçao de um dia voltar... Talvez seja tempo de seres tu a sua salvaçao e ires tu a seu encontro e o devas procurar para lhe transmitir simplesmnte um olhar...Talvez nesse dia saias do teu canto, descubras a vida sem medo do mar ou do vento sem medo do sol ou da alegria de uma flor, é certo que para que vivas teras que sofrer mas se tiveres viva e com teu coraçao completo que razoes tens para nao sorrir, para seres feliz?!...
sabes... eu tambem ja tive nesse canto, nessa escuridao, hoje posso dizer que estou vivo graças as pessoas que com a sua sabedoria e sensatez e com a sua inocencia e pureza me bateram para que abrisse os olhos quando nao queria ver a luz do sol...a essas pessoas dedico minha vida e minha felicidade...assim como com a alegria de saber que estou vivo mas principalmente que sei viver, enquanto espero um olhar, uma mao, um abraço.... Talvez nunca estejamos juntos, talvez nunca o devessemos estar...ou talvez deviamos...
É assim a vida feita de luz e de alegria mas tambem de tristeza e sofrimento...agora diz me tu sera que queres viver e enfrentar a vida em vez de te acobardares esperando algo que sabes que nunca vira e encontrando no sofrimento uma desculpa para nao abrires os olhos e viveres...
um amigo...
Domingo, Janeiro 01, 2006
tu e eu...
É incrivel como é que apenas te conhecendo a tao pouco tempo consegues tar dentro da minha alma dessa maneira... Como é possivel que teus pensamentos encaixem nos meus perfeitamente... dos quais saiem conclusoes que nos fazem aprender cada vez mais um com o outro... é impossivel que nos termos conhecido seja apenas um acaso da vida, acho que a vida nos juntou pa que duas pessoas que amam a vida e os que fazem parte dela possam aprender, através de uma amizade pura e sincera que ainda tem muito pa ser descoberta... Hoje te agradeço as nossas conversas que me fazem ver um outro lado e aprender cada vez mais... Acho que 2006 ira ser marcado por uma grande amizade...a nossa...
Obrigado por tudo que me fizeste sentir e ver nas nossas conversas e pelo o que ira acontecer nas futuras... um excelente e grandioso 2006 pa TU**********
Obrigado por tudo que me fizeste sentir e ver nas nossas conversas e pelo o que ira acontecer nas futuras... um excelente e grandioso 2006 pa TU**********
Terça-feira, Dezembro 27, 2005
Terça-feira, Dezembro 20, 2005
bem.. assim do nada...sem crer..tiram-se coisas giras! três pessoas, três vidas, três planos, três olhares, três momentos(daqueles só nossos!), três mundos...bigada myriam pela foto!!és uma fofa!!mana...ja sabes o que és e o que sempre serás para mim!bigado por tudo...as tuas acções não serao jamais esquecidas, contra tudo e todos manos...
Sábado, Dezembro 10, 2005
o sonho!
Se soubesses a fraqueza que sinto quando sinto tua presença, é algo inesplicável... as reacções que meu corpo toma quando sente o teu ou quando meus olhos mergulham nos teus. Minha mente recua até ao nosso passado puro e simples deixando em meu pensamento e coração uma imensa saudade e não sei porque talvez algum alivio...
São tudo sentimentos muito esquisitos que a razão não pode compreender mas que meu coração tenta descobrir talvez na busca da tua volta ou da minha morte...
A cada vez que nossos olhos se cruzam, morre um pouco de mim na infelicidade de não te poder tocar ou beijar... cada vez que te sinto minha mente toma acções decerto modo infantis próprias de alguem que já amou muito... Agora sei que talvez tudo o que se passou, tudo o que sentimos, tudo o que fizemos, tudo o que te disse e tu a mim disseste...talvez isso...fosse só um sonho bonito que um dia tive...talvez nunca me tenhas amado nem eu a ti... Mas se a cada vez que te vejo, morre um pouco de mim...espero morrer rapidamente para me finalmente me libertar deste sonho tornado pesadelo...deixa-me morrer...
São tudo sentimentos muito esquisitos que a razão não pode compreender mas que meu coração tenta descobrir talvez na busca da tua volta ou da minha morte...
A cada vez que nossos olhos se cruzam, morre um pouco de mim na infelicidade de não te poder tocar ou beijar... cada vez que te sinto minha mente toma acções decerto modo infantis próprias de alguem que já amou muito... Agora sei que talvez tudo o que se passou, tudo o que sentimos, tudo o que fizemos, tudo o que te disse e tu a mim disseste...talvez isso...fosse só um sonho bonito que um dia tive...talvez nunca me tenhas amado nem eu a ti... Mas se a cada vez que te vejo, morre um pouco de mim...espero morrer rapidamente para me finalmente me libertar deste sonho tornado pesadelo...deixa-me morrer...
Quarta-feira, Novembro 30, 2005
Se soubesses como gosto de te ver dormir... É algo que aprendi a apreciar, nunca me vês mas estou sempre la, a teu lado...agora e sempre...
Se soubesses como gosto de te ver dormir, o teu descanso traz me a tranquilidade,a força,a pureza e a paz...que necessito para enfrentar o mundo...sem ti nao conseguiria..dás-me força apenas com o teu olhar,com o simples facto de me dares a mao de noite antes de adormeceres com o simples facto de me dizeres te amo...
Sempre que precisares estarei aqui...E se um dia chegar a hora de eu morrer para que possas ser feliz,esse sera o dia em que me sentirei realmente feliz e realizado!
Obrigado por tudo o que me fazes sentir enquanto dormes...
Se soubesses como gosto de te ver dormir, o teu descanso traz me a tranquilidade,a força,a pureza e a paz...que necessito para enfrentar o mundo...sem ti nao conseguiria..dás-me força apenas com o teu olhar,com o simples facto de me dares a mao de noite antes de adormeceres com o simples facto de me dizeres te amo...
Sempre que precisares estarei aqui...E se um dia chegar a hora de eu morrer para que possas ser feliz,esse sera o dia em que me sentirei realmente feliz e realizado!
Obrigado por tudo o que me fazes sentir enquanto dormes...
Domingo, Novembro 27, 2005
Ali estava eu (eram 7 da manha num dia horrivelmente frio de inverno) estava sentado na pedra fria esperando o sol erguer-se para de alguma forma aquecer o meu espirito que jazia ali desanimado e gelado...
Estava ali sozinho sem ninguém com quem falar, apenas com a natureza linda e silênciosa que ouvia em segredo meus pensamentos enquanto o sol se erguia, por de trás daquelas aldeias do outro lado do rio, numa outra montanha em frente, indo aos poucos encadeando meus olhos, que tentavam achar naquele canto do paraíso um ínfimo de esperança...
Estava ja o sol lá no alto quando voltei para o mundo das pessoas, deixando para trás o meu paraíso, a minha natureza, o meu rio, as minhas montanhas, nesse dia de inverno, ás 7 da manha, naquela pedra fria...em que eu... descobri a vida...
Para todos os que não me entendem um abraço,e não deixem que ninguem lhes tire o vosso paraíso!
Para os que me entendem e partilham este meu paraíso, nunca se esqueçam o paraíso é nosso e nós somos e seremos sempre do paraíso...para todo o sempre Lagoaça...
Estava ali sozinho sem ninguém com quem falar, apenas com a natureza linda e silênciosa que ouvia em segredo meus pensamentos enquanto o sol se erguia, por de trás daquelas aldeias do outro lado do rio, numa outra montanha em frente, indo aos poucos encadeando meus olhos, que tentavam achar naquele canto do paraíso um ínfimo de esperança...
Estava ja o sol lá no alto quando voltei para o mundo das pessoas, deixando para trás o meu paraíso, a minha natureza, o meu rio, as minhas montanhas, nesse dia de inverno, ás 7 da manha, naquela pedra fria...em que eu... descobri a vida...
Para todos os que não me entendem um abraço,e não deixem que ninguem lhes tire o vosso paraíso!
Para os que me entendem e partilham este meu paraíso, nunca se esqueçam o paraíso é nosso e nós somos e seremos sempre do paraíso...para todo o sempre Lagoaça...
Quarta-feira, Outubro 26, 2005
O dia há-de nascer
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há-de vencer
A alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há-de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal!
Rasgar a escuridão
Fazer o sonho amanhecer
Ao som da canção
E então:
O amor há-de vencer
A alma libertar
Mil fogos ardem sem se ver
Na luz do nosso olhar
Na luz do nosso olhar
Um dia há-de se ouvir
O cântico final
Porque afinal falta cumprir
O amor a Portugal
O amor a Portugal!
pontes,dulce
Quinta-feira, Outubro 20, 2005
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